O voto “sim” ganhou hoje margem sobre o “não” em todos os vinte círculos eleitorais do país face aos resultados do referendo de 1998 sobre a interrupção voluntária da gravidez.
Mas obteve vitória apenas em 11 dos vinte círculos eleitorais do país, face a nove em que o “não” teve maioria, segundo dados obtidos já com os resultados apurados em todas as freguesias do país.
O voto “não” é maioritário no Norte e nas regiões autónomas dos Açores e Madeira. Por seu lado, o “sim” venceu no Sul (onde foi mais expressivo) e Centro, bem como no Porto.
Porto, Leiria e Castelo Branco foram os únicos círculos em que houve alteração da tendência de voto vencedora, em ambos os casos de “não” para “sim”.
Os distritos em que o “sim” ganhou foram Beja (com 83,9 por cento, face a 78,17 em 1998), Setúbal (82,0, face a 81,9), Évora (78,4 face a 73,0), Portalegre (74,4 face a 67,7), Faro (73,6 face a 69,9), Lisboa (71,5 face a 68,0), Santarém (65,1 face a 56,6), Coimbra (63,0 face a 52,9), Castelo Branco (61,6 face a 47,2), Leiria (58,3 face a 48,2) e Porto (54,4 face a 42,8)
O “não” ganhou nos Açores (69,0 face a 82,7), na Madeira (65,4 face a 76,0) em Vila Real (61,9 face a 76,0), Viseu (61,5 face a 75,8), Viana do Castelo (59,6 face a 73,8), Bragança (59 face a 73,7), Braga (58,8 face a 77,4), Aveiro (55,3 face a 67,7) e Guarda (53,2 face a 70,1).
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