Silva Pereira acusa Ferreira Leite de trazer “suspeições” para a campanha

23.09.2009 - 19:23 Por Margarida Gomes, Leonete Botelho
O actual ministro da Presidência acusou esta tarde a líder do PSD de trazer um clima de suspeições para a campanha eleitoral,em que inclui a questão das alegadas escutas a Belém. Depois de mais um banho de multidão, agora em Chaves, Pedro da Silva Pereira acabou a pedir uma “vitória estrondosa” para o PS no domingo.
Em declarações aos jornalistas, o cabeça de lista por Vila Real remeteu para os adversários a responsabilidade pelo ambiente da campanha eleitoral. “A campanha eleitoral do PSD começou, na Festa do Pontal, com uma intervenção do vice-presidente Aguiar Branco onde disse que o Governo estava sob suspeita e que o PS era um partido sob suspeita”, lembrou.
Mais tarde, acusou, “a dra Manuela Ferreira Leite fez um comício em que referiu a existência de escutas relacionadas com um jornal [PÚBLICO]”. “Foi ela que trouxe para o ambiente da sua campanha especificamente essa acusação. Saíu-lhe mal, como outras situações lhe sairam mal nessa campanha, mas é ela que tem de assumir as responsabilidades pelo que diz”, sublinhou.
Questionado sobre se a demissão do assessor do Presidente da República para a comunicação social tinha feito dissipar aquelas suspeições, Silva Pereira recusou-se comentar o assunto, argumentando que “o PS está integralmente concentrado na campanha eleitoral”.
Antes, no comício-relâmpago, o governante tinha-se referido a “uma onda que vem em crescendo” desde o início da jornada. “Esta campanha começou, diziam as sondagens, com um empate técnico. Pois o empate será técnico, mas o desempate será democrático para dar a vitória ao PS”, afirmou, para depois pedir uma “vitória estrondosa” nas urnas.
Interrogado sobre se estava a pedir uma maioria absoluta, Silva Pereira recusou-se a usar a palavra. “A nossa esperança é contar mais votos do que qualquer outro partido”. Mas usou outras que remetem para a última campanha de António Guterres em 2001: “À medida que vamos chegando ao dia das eleições notamos que a onda a favor de uma nova maioria do PS se vai reforçar”.
E a explicação, em parte, pensa ser do PSD: “Não vimos uma proposta que possa consubstanciar uma alternativa”. Mas também do PS, como “reconhecimento do trabalho feito pelo Governo”. “Um, dois, três, maioria outra vez”, gritava a mole humana que acompanhou a comitiva socialista pelas ruas do centro histórico de Chaves.

