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Seguro promete oposição firme a medidas para desmantelar Estado social

18.06.2011 - 17:40 Por Lusa

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António José Seguro recusou comentar os nomes escolhidos por Passos Coelho António José Seguro recusou comentar os nomes escolhidos por Passos Coelho (Miguel Manso/arquivo)
O candidato à liderança do PS António José Seguro recusou-se hoje a comentar os nomes do novo Governo, mas prometeu oposição firme às medidas que visem desmantelar o Estado social e esqueçam o combate às desigualdades.

António José Seguro falava aos jornalistas depois de ter estado reunido com o líder do PS/Açores, Carlos César - encontro integrado no processo interno de escolha do sucessor de José Sócrates no cargo de secretário-geral do PS e que durou cerca de uma hora. “Não comento nomes e nem é isso que me preocupa. O que me preocupa é o programa que aí vem e que, naturalmente, terá consequências negativas do ponto de vista social”, respondeu António José Seguro.

Neste ponto, o candidato à liderança do PS vincou depois a sua “oposição a todas as políticas e medidas que este Governo quererá colocar na Assembleia da República com vista a desmantelar o Estado social”. “Essas políticas terão a nossa oposição e quero dizer aos cerca de 1,5 milhões de portugueses que votaram no PS que seremos firmes na defesa desse Estado social, firmes na defesa de políticas públicas que combatam as desigualdades sociais. Teremos sensibilidade social e não aceitaremos que em nome da situação do país se possa concretizar uma agenda que tem outras preocupações que não sejam as pessoas”, declarou o ex-ministro de António Guterres.

Ainda em relação ao novo executivo PSD/CDS-PP, António José Seguro prometeu que as pessoas “serão o centro” da acção política dos socialistas. “Será em nome das pessoas que o PS continuará firme a defender os seus valores e os seus princípios”, disse.

”Felicidades”

Interrogado se considera positiva a escolha de dois independentes para as pastas das Finanças [Vítor Gaspar] e da Economia [Álvaro Santos Pereira], o candidato a secretário-geral do PS recusou-se a comentar o perfil de pessoas.

“Como português desejo felicidades a todos, mas como dirigente político a questão que me preocupa é o programa político deste Governo de direita que, naturalmente, nos separa. Costumo dizer que há um oceano entre mim e aquilo que vai ser o programa desse Governo. O que posso garantir aos portugueses é a minha firmeza na defesa das minhas convicções e preocupações sociais, em particular com os portugueses mais desfavorecidos”, acrescentou.

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O PS não assinou o documento com a troika?

Promete.este candidato. em vez de cumprir o que o seu partido assinou com a troika e votado pela ...

Anónimo

19.06.2011 12:33

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