Seguro espera que o congresso se “centre no essencial: os problemas dos portugueses”

28.02.2009 - 18:03 Por Leonete Botelho
António José Seguro chegou ao Congresso do PS minutos depois de ter sido anunciado que Manuel Alegre não estaria presente, afirmando que vinha para “ouvir os militantes” com “humildade” e que esperava ver sair do conclave socialista uma “prioridade comum: resolver os problemas dos portugueses”.
“Este congresso realiza-se num momento muito difícil para o país, em que está muita gente a sofrer com o desemprego, as desigualdades sociais. Os portugueses esperam que saia daqui uma prioridade comum, resolver os problemas concretos das pessoas”, afirmou aos jornalistas à chegada. Fazendo o contraste com temas acessórios e recusando-se a falar deles, Seguro insistiu na mensagem que trazia: “Temos de nos concentrar no essencial: resolver os graves problemas que o país atravessa”. Para tal, preconiza, “é preciso encontrar o máximo denominador comum com todas as visões plurais, para que a prioridade comum seja coroada de êxito. É isso que os portugueses esperam do PS”.
Questionado sobre a ausência anunciada de Manuel Alegre, o ex-ministro adjunto de António Guterres repetiu a já velha máxima “Alegre faz falta ao PS, faz muita falta”, mas disse respeitar as suas decisões.
Sobre as campanhas negras, fez a diferença em relação à intervenção da véspera de José Sócrates sustentando ter “muito respeito pela comunicação social, indispensável num Estado de Direito democrático”. Mas recusou responder alegando que se o fizesse estaria a “desviar-me do essencial”.
A chegada de Seguro, visto como uma alternativa à actual liderança, causou algum sururu no átrio exterior da nave polidesportiva de Espinho, onde decorre o conclave. Entre cumprimentos efusivos ou reparos à distância, poucos ficaram indiferentes à sua presença.
Sem falsas modéstias, Seguro deixou claro que a sua presença no congresso era, em si própria, “um bom contributo”. Mas avisou que não vinha para intervir: “Aos dirigentes importa ter um pouco de humildade, ouvir as pessoas que têm poucas possibilidades de falar. Eu venho cá ouvir”.

