Seguro diz que faz campanha “olhos nos olhos”, assumindo “erros e responsabilidades”

27.05.2011 - 15:07 Por Rita Siza
Depois do discurso violento de Augusto Santos Silva contra o PSD e o seu líder Pedro Passos Coelho, num almoço comício de Guimarães, subiu ao palco o cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Braga, António José Seguro, até agora ausente da caravana porque, explicou, anda há 23 dias a fazer campanha no seu distrito. A sala irrompeu em aplauso: “PS, PS, PS”.
Seguro, que insistiu em falar de pessoas, foi o primeiro orador socialista em comícios a deixar uma nota de “humildade”, ao notar que no seu distrito a campanha tem sido feita junto da população, “dialogando olhos nos olhos, assumindo os nossos erros e as nossas responsabilidades”.
Num registo mais conciliatório mas não menos inflamado do que o ministro da Defesa, Santos Silva, Seguro foi bastante moderado nas críticas, preferindo apontar as “marcas distintivas” da campanha socialista face aos seus adversários – da direita, principalmente, mas também da esquerda, apelando ao voto útil no PS.
“O que fica claro quando debatemos os nossos adversários é que à esquerda há preocupações sociais mas não há propostas realistas, e à direita há propostas, mas nenhuma preocupação social”, sublinhou.
A escolha, no dia 5 de Junho prosseguiu Seguro, é entre “um Governo liderado pelo PS com a sensibilidade social que nestes tempos difíceis é indispensável para a coesão, e um Governo de direita liderado pelo PSD, que encontra todas as soluções para o país na ponta de uma tesoura: cortar, cortar, cortar”, ilustrou. “Até podem cortar o défice, mas quem corta cegamente deixa para trás as pessoas”, frisou.

