O secretário-geral do PS, António José Seguro, discordou nesta sexta-feira da posição do Presidente da República relativamente a uma renegociação do programa de ajuda externa a Portugal e continua a defender um alargamento do prazo.
Cavaco Silva rejeitou, em São João da Pesqueira, um segundo resgate para Portugal e a utilização da palavra negociação, embora tenha admitido alterações ao programa, mas sugeridas pela “troika”.
Questionado sobre as palavras do chefe de Estado, o secretário-geral do PS foi categórico: “Sim, eu discordo e continuo a pensar que Portugal precisa de, pelo menos, mais um ano para consolidar as suas contas públicas porque isso alivia os sacrifícios que estão, neste momento a ser exigidos aos portugueses e às empresas”.
Seguro recordou que desde Novembro que vem defendendo esta negociação e que já o disse à “troika” nessa ocasião, voltou a repeti-lo recentemente e prometeu que vai continuar a defender esta posição.
O secretário-geral do PS falava, em Freixo de Espada à Cinta, no Nordeste Transmontano, no final do primeiro dia do Roteiro do Interior que o levará aos oito distritos mais isolados do país.


