António José Seguro afirmou esta sexta-feira que caso seja eleito secretário-geral do PS escreverá “aos líderes dos partidos membros da família socialista, social-democrata e trabalhista europeia”, defendendo uma proposta política comum que privilegie o “capitalismo ético” ao serviço das pessoas.
“Eu não conheço no mundo nenhuma união monetária que tenha tido sucesso sem haver uma união política. A Europa tem os instrumentos monetários, tem os instrumentos cambiais, mas não tem os instrumentos orçamentais. A Europa dorme enquanto muitos dos seus países, muitos dos seus povos, passam por enormes dificuldades”, afirmou António José Seguro, em tom crítico sobre o rumo actual da União Europeia.
O candidato a secretário-geral do PS falava durante a abertura de um debate com militantes socialista na Associação de Socorros Mútuos de Setúbal.
Neste contexto, Seguro sublinhou que uma das suas primeiras medidas caso seja eleito será escrever aos líderes dos partidos membros da família socialista, social-democrata e trabalhista europeia para que se possa iniciar um debate que “conduza à apresentação de uma proposta comum, que seja alternativa a este estado de coisas”.
Na opinião de António José Seguro, as actuais lideranças políticas da União Europeia “a única coisa” que fazem “é gerir e tratar melhor os bancos e preocupar-se apenas com os bancos, em vez de se preocupar com as pessoas, com a economia real e ao serviço das pessoas”.


