Seguro acusa Passos de estar de “braços caídos e sem iniciativa”

21.02.2012 - 21:32 Por Luciano Alvarez, Pedro Crisóstomo
O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou o primeiro-ministro de falta de iniciativa na promoção do crescimento e do emprego, aludindo ao facto de Pedro Passos Coelho não ser um dos subscritores da carta de 12 líderes europeus a Durão Barroso e Herman Van Rompuy a apelar a um plano centrado no crescimento.
Seguro usou a sua página no Facebook para lançar um novo ataque a Passos Coelho, afirmando que Portugal tem um primeiro-ministro “de braços caídos e sem iniciativa”.
“Num momento em que o crescimento e emprego são a preocupação dos portugueses é difícil de compreender como o primeiro-ministro português não subscreveu a carta” dirigida ao presidente da Comissão Europeia e do Conselho.
Seguro recorda que desde que assumiu a liderança do PS fez do emprego e do crescimento económico a principal prioridade da sua acção política.
Seguro refere-se a uma missiva enviada na segunda-feira por 12 líderes europeus, entre os quais o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o italiano, Mario Monti, o holandês, Mark Rutte, o espanhol, Mariano Rajoy, e o sueco, Fredrik Reinfeldt, propondo mais medidas de crescimento económico.
A crítica de Seguro a Passos acontece numa altura em que o Governo chamou os parceiros sociais a discutir medidas de combate ao desemprego jovem.
Por proposta de Durão Barroso, os países com um nível de desemprego jovem (na faixa entre os 15 e os 24 anos) superior à média europeia (22,1%, em Dezembro) deverão constituir um grupo de trabalho para apresentar propostas concretas.
Portugal, que no último trimestre registou 35,4% de jovens sem emprego, constituiu uma comissão interministerial liderada por Miguel Relvas, com 12 secretários de Estado, que começou ontem por ouvir os parceiros sociais.
Depois de na última cimeira europeia, os dirigentes da União Europeia terem acordado um plano de acção a favor dos estímulos às pequenas e médias empresas e do emprego (em particular o emprego jovem), os líderes reclamam na carta a Barroso e Van Rompuy um plano que promova um maior crescimento económico da Europa.
Os líderes que subscreveram a carta – sete são de países da moeda única – dizem ser preciso modernizar as economias, “criar maior competitividade e corrigir os desequilíbrios macroeconómicos”, numa altura em que o FMI aponta já para uma recessão de 0,5% da zona euro.
Na mensagem desta terça, Seguro reafirma que “há cada vez mais há iniciativas de diversos lideres políticos defendendo que as políticas europeias respondam eficazmente aos problemas das pessoas.”
“Este é o caminho”, termina no seu texto no Facebook, um meio cada vez mais usado pelos políticos portugueses para o combate político.

