Caravana este em Santarém e Setúbal

Saúde, segurança e uma tarde livre na campanha do CDS-PP

23.09.2009 - 23:41 Por Sofia Rodrigues

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O esforço de tanto falar tem-se ressentido na voz de Paulo Portas. O esforço de tanto falar tem-se ressentido na voz de Paulo Portas. (Arquivo)
Foi no mínimo estranho o dia de campanha de ontem do CDS-PP: duas visitas de manhã, uma a um hospital, outra a uma esquadra da GNR, e uma tarde totalmente livre, a poucos dias do partido ir a votos.

Com a caravana do CDS a chegar a zonas mais urbanas, a segurança volta a estar na ribalta, desta vez para propor o reforço da defesa dos agentes das forças de segurança quando são eles as vítimas. “Quando um polícia ou GNR é agredido, o Estado tem de sair em sua defesa no processo, tem que se constituir como assistente. E não pode acontecer mais que quando são agredidos e vão a tribunal fazer a defesa dos seus direitos ainda são eles que pagam as custas judiciais”, defendeu Paulo Portas, depois de visitar o posto da GNR de Santarém.

Assumindo um auto-elogio – “sou o único líder partidário a visitar quartéis” –, Portas defendeu que Portugal “precisa de uma política de segurança completamente diferente”, que vise diluir o sentimento de impunidade.

A outra iniciativa do dia foi também uma visita institucional, desta vez ao hospital de Santarém. Ao lado do cabeça de lista por Santarém, Filipe Lobo d’Ávila, e da cabeça de lista por Leiria, a médica Isabel Galriça Neto, Paulo Portas defendeu, mais uma vez, a reorganização do sistema de saúde.

Para reduzir as listas de espera de consultas e cirurgias, a proposta do CDS é a contratualização com as Misericórdias, acompanhada de fiscalização. “Encontrei [no hospital] três pessoas desesperadas por uma consulta. Neste sistema de saúde, uma pessoa não pode estar à espera seis, oito, dez, doze meses por uma consulta para os olhos quando existem 13 hospitais onde se podem fazer mais consultas e mais cirurgias, mais rápido”, sublinhou.

À porta do hospital, Portas reagiu ainda à notícia sobre a subida da receita fiscal de IRS cobrado aos reformados em 2007. Acusou Sócrates de “insensibilidade social” ao querer arrecadar receita fiscal à custa de reformas baixas. “É um grande exemplo infelizmente, entre o discurso e a prática do primeiro-ministro, em que qualquer coincidência é meramente remota”, apontou.

Ao almoço, o líder do CDS tinha marcado encontro com empresários da região de Torres Vedras, mas que não constava da agenda oficial enviada aos jornalistas. O jantar-comício, em Setúbal, era o último ponto de agenda do dia de ontem, deixando uma tarde livre que a direcção de campanha justificou com realização de uma entrevista a um órgão de comunicação social e a necessidade de descanso de Paulo Portas.

Desde o início da campanha, o líder do CDS tem-se desdobrado em iniciativas ao longo do dia, algumas das quais relacionadas com as eleições autárquicas, com curtas pausas entre elas. O esforço de tanto falar tem-se ressentido na voz, que é uma preocupação do núcleo duro da comitiva desde que começou a campanha.

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