Arranque do ano lectivo do IDN

Santos Silva sublinha importância de “pôr no terreno” reformas da Defesa

02.11.2009 - 21:21 Por Lusa

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Tanto a Lei de Defesa Nacional como a Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas foram contestadas pelos militares Tanto a Lei de Defesa Nacional como a Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas foram contestadas pelos militares (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
O ministro Augusto Santos Silva afirmou hoje irá “pôr no terreno, aplicar e concretizar” as reformas na Defesa Nacional aprovadas na legislatura anterior, sublinhando que o novo ambiente estratégico global “valoriza e enriquece” a experiência de Portugal no mundo.

Falando na abertura do ano lectivo do Instituto de Defesa Nacional (IDN), o novo ministro da Defesa disse que “Portugal é historicamente treinado no cosmopolitismo”, lembrando que os portugueses “lideraram a primeira globalização” durante os Descobrimentos.

O governante discursava perante uma plateia de oficiais generais e responsáveis políticos - onde estavam os antigos Presidentes da República Ramalho Eanes e Jorge Sampaio - que encheu completamente o auditório principal do IDN e depois do discurso do director António Telo e da lição inaugural, feita pelo tenente-general Cabral Couto.

Augusto Santos Silva assinalou reforma a estrutura superior da Defesa Nacional e das Forças Armadas que cumpre ao novo executivo “pôr no terreno, aplicar e concretizar” e sublinhou que a Lei de Defesa Nacional (LDN) e Lei Orgânica de Bases da Organização das Forças Armadas (LOBOFA) foram aprovadas este ano civil pelo Parlamento, por uma “ampla maioria que espelha “um forte consenso social e político em torno desta reforma”.

“A Defesa vira-se hoje para o espaço global, as nossas fronteiras não começam na fronteira territorial clássica, as fronteiras da nossa segurança jogam-se muitas vezes em regiões fisicamente afastadas de nós mas geo-estrategicamente próximas, a Defesa tem de ser entendida crescentemente como uma realidade multilateral que implica parcerias e partilha de responsabilidades e de capacidades”, declarou.

Perante ameaças que “não são previsíveis”, Santos Silva defendeu uma Defesa Nacional “crescentemente flexível, capaz de se adaptar permanentemente”, que “deve ser concebida num quadro mais geral de segurança que compreende vários instrumentos e meios de natureza militar e civil coordenados entre si”.

O novo ministro apontou Portugal como precursor do “cosmopolitismo e da globalização”, considerando que a mudança de paradigma no âmbito da Segurança e Defesa global, “valoriza e valorizará recursos que são próprios dos portugueses e da sua identidade nacional, a abertura ao exterior, a capacidade de ir ao encontro de outros, a compreensão da alteridade”.

“Para nós portugueses, esta mudança de paradigma enriquece a nossa própria matriz histórica, esta mudança a que se assiste em matéria de Defesa e Segurança não rompe, antes enriquece a nossa própria matriz, acrescenta novos valores a valores que não substitui nem pode substituir”, vincou.

Neste sentido, o responsável pela pasta da Defesa, “o novo quadro que regula hoje as questões da Segurança e da Defesa é um paradigma” que os portugueses “conhecem há séculos”: “Estamos treinados historicamente para lidar com o incerto, para lidar com o imprevisível, na capacidade de nos adaptarmos às novas situações e aos novos desafios”.

No final, Santos Silva assinalou o “recurso fundamental” que representa a língua portuguesa no mundo e também a “atitude cultural” e a forma como os portugueses “olham os outros” para citar Vergílio Ferreira: “Eu sou português, escrevo em português, da minha língua vê-se o mar”.


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Teóricamente correcto...agora resta esperar na prática!...

O sr. Santos Silva disse e muito bem e cito; "a defesa vira-se hoje para o espaço ...

Mário Cavalleri

02.11.2009 23:44

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