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Sessão de abertura da VI Convenção do partido

Santos Silva mostrou "estilo trauliteiro da escola de Jardim", acusa BE

06.02.2009 - 17:34 Por Lusa, PÚBLICO

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Numa outra conferência, Francisco Louçã defendeu hoje a criação de um "sistema bancário público" Numa outra conferência, Francisco Louçã defendeu hoje a criação de um "sistema bancário público" (Fernando Veludo/NFACTOS (arquivo))
O Bloco de Esquerda (BE) condenou hoje as palavras "sectárias" do ministro dos Assuntos Parlamentares e acusou Augusto Santos Silva de ter um "estilo trauliteiro da escola de Alberto João Jardim". "Condenamos este tipo de linguagem do ministro encarregue pela propaganda do Governo socialista", afirmou o líder parlamentar bloquista, Luís Fazenda, na sessão de abertura da VI Convenção do partido.

Na quarta-feira à noite, numa sessão de apresentação da moção de José Sócrates ao Congresso do PS, o dirigente socialista (e ministro dos Assuntos Parlamentares) Augusto Santos Silva disse gostar de "malhar na direita", deixando também críticas aos partidos à esquerda do PS.

"Eu cá gosto é de malhar na direita, e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam, de facto, à direita do PS. São das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheci na minha vida, e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chique. Refiro-me, obviamente, ao PCP e ao Bloco de Esquerda", afirmou Santos Silva, que se referiu às questões internas do partido como "minudências".

Para Luís Fazenda as palavras de Santos Silva revelam "uma linguagem sectária e um estilo trauliteiro ao estilo de Alberto João Jardim". "Não é o modo de lidar com a oposição nem com os diferentes grupos parlamentares e só mostra o desnorte do Governo face à crise económica e social e a falta de respostas por parte do PS", criticou o deputado bloquista.

Questionado sobre estas críticas, Santos Silva lembrou a campanha do Bloco nas europeias de 2004. "Se há partido em relação ao qual eu não compreendo as críticas é o BE. Lembro-me dos cartazes que afixaram nas ruas da cidade, com uma imagem de um rolo da massa em que diziam 'vota em quem lhes bate forte'", recordou Santos Silva.

Sistema bancário público

O dirigente do Bloco de Esquerda Francisco Louçã defendeu hoje a criação de um "sistema bancário público" e propôs quatro medidas para "acabar com a usura", a começar pela "renegociação integral" de todas os créditos à habitação. O dirigente bloquista propôs "acabar com qualquer comissão sobre as transferências de um banco para outro" e a "renegociação integral de todas as hipotecas sobre as casas para que o preço da especulação não seja pago pelas pessoas".

"Orientar o sistema para políticas sociais. Era assim que um ministro das Finanças do Bloco de Esquerda faria", afirmou Louçã, que discursava na abertura de um encontro de vários partidos da esquerda europeia subordinado ao tema "New Crisis, Old System" que decorre num hotel em Lisboa no âmbito da VI Convenção bloquista.

Para Louçã, se a crise é financeira, "a resposta tem que ser o combate à especulação" e não a "nacionalização dos prejuízos". Hoje, disse, "o sistema financeiro mundial está falido" e "nos bancos portugueses, a situação não é tão distante assim". "E nós perguntamos, se a resposta é pagar o banquete" ou seja "refinanciar a máfia", disse Louçã, criticando a realidade dos "off-shore".

Louçã criticou os ministros da Economia, Manuel Pinho, e das Finanças, Teixeira dos Santos, considerando que dão "respostas deslocadas" à crise ao refinanciarem o sistema. "Em 2006, um dizia que não havia crise. Em 2008, há dois meses, diziam que a crise não afecta nada Portugal", criticou.

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Se não pretende ser ignorado?...

Pensava eu, na minha boa fé: que o país estava a ser governado pela inteligência dos doutos ...

Gilberto Santos

06.02.2009 19:50

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