O ministro dos Assuntos Parlamentares garante que não existe qualquer tentativa do primeiro-ministro de fugir ao debate, recordando que a decisão de não marcar debates quinzenais durante a campanha para as europeias foi consensual entre os partidos.
"A penúltima conferência de líderes, que decorreu no dia 30 de Abril, estabeleceu por consenso entre todos os grupos parlamentares, incluindo o do PSD, e o Governo, que não fazia sentido que houvesse debates políticos com o primeiro-ministro durante a campanha eleitoral para as eleições europeias", afirmou Augusto Santos Silva,
Ora, acrescentou o ministro, como as eleições europeias se realizam dia 7 de Junho e dia 10 e 11 são dias feriados, "indicativamente foi estabelecida a data de 17 de Junho para o debate com o primeiro-ministro". "Não há nenhuma tentativa de fugir ao debate", sublinhou Santos Silva, que falava aos jornalistas no Parlamento.
Ao final da manhã, em declarações aos jornalistas, a meio da reunião do grupo parlamentar do PSD, o líder da bancada social-democrata, Paulo Rangel, criticou o primeiro-ministro, José Sócrates, por suspender os debates quinzenais "durante mais de um mês" e perguntou-lhe "por que tem medo de vir ao Parlamento".
"O senhor primeiro-ministro vai faltar por completo às suas obrigações no Parlamento. Isto tem de ser denunciado. O senhor primeiro-ministro tem e dizer por que é que tem medo de vir ao Parlamento explicar as políticas e submeter-se ao contraditório", atirou o líder parlamentar do PSD e cabeça-de-lista daquele partido às eleições europeias.


