Caso remonta a 2001

Santarém: Jorge Coelho e Luís Parreirão ouvidos pelas autoridades em processo sobre terrenos do CNEMA

13.01.2010 - 20:24 Por Lusa

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Jorge Coelho nega ter dado algum tipo de aval ao negócio de Santarém Jorge Coelho nega ter dado algum tipo de aval ao negócio de Santarém (Fernando Veludo (arquivo))
O ex-ministro do Equipamento Social Jorge Coelho e o ex-secretário de Estado das Obras Públicas Luís Parreirão foram ouvidos pelas autoridades na investigação judicial à transferência de verbas para o Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas (CNEMA), em Santarém.

Segundo fonte ligada ao processo, os dois ex-governantes foram ouvidos há poucos dias pelas autoridades num caso que remonta a 2001, no âmbito das negociações entre a Câmara de Santarém, a Estradas de Portugal e o CNEMA, que pertence à Confederação de Agricultores de Portugal (CAP).

Hoje, em comunicado enviado à agência Lusa, o ex-governante Jorge Coelho rejeitou “qualquer ligação a esta questão”, minimizando o seu papel nas negociações que decorreram.

A investigação, que já motivou buscas da Polícia Judiciária na CAP e na Câmara de Santarém, está relacionada com alegadas verbas que a autarquia, na ocasião liderada pelo socialista José Miguel Noras, deveria ter transferido para o CNEMA para ajudar a consolidar o passivo da sociedade, que tinha várias dívidas devido à construção do equipamento.

De acordo com a CAP, a autarquia vendeu em 2001 por cerca de 4,5 milhões de euros um terreno ao Estado para a construção da actual via circular de Santarém, com o compromisso de que essa verba iria ser canalizada para regularizar as contas do CNEMA.

No entanto, o presidente da Câmara de Santarém, José Miguel Noras - que também já foi ouvido pelas autoridades -, negou então a existência desse compromisso, considerando que as verbas da Estradas de Portugal se destinavam à autarquia.

No comunicado hoje divulgado, Jorge Coelho confirmou que recebeu o ex-líder da CAP, José Manuel Casqueiro (entretanto falecido), e o ex-autarca de Santarém para “procurar ajudar a resolver um problema que existia” entre as duas instituições e a Estradas de Portugal.

“Recebi formalmente as referidas entidades que me expuseram o seu problema e que, sendo a sua eventual resolução da responsabilidade da Estradas de Portugal o encaminhei para a área do Ministério que tutelava o respectivo organismo”, refere Jorge Coelho.

“Em todas as peças do processo que me foram mostradas (...) não existe qualquer assinatura minha, quer em nenhum protocolo, quer em nenhum despacho ou onde quer que seja”, acrescentou.

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Vai uma aposta?

Jorge Coelho acredita 100% na justiça portuguesa. Os boys do PS acreditam sempre na ...

E vá-se lá porquê?????

13.01.2010 21:40

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