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Advocacia será futuro trabalho do autarca

Santana Lopes exclui candidatura às eleições presidenciais

03.05.2005 - 09:15 Por Lusa

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Santana Lopes: "Quando dizem que estou politicamente morto, as bases vão mantendo a chama viva" Santana Lopes: "Quando dizem que estou politicamente morto, as bases vão mantendo a chama viva" (Miguel Ribeiro Fernandes/Lusa)
O ex-primeiro-ministro Pedro Santana Lopes afastou a hipótese de se candidatar à Presidência da República, adiantando que vai regressar à advocacia e integrar um grupo financeiro internacional quando terminar o mandato na Câmara de Lisboa.

Em entrevista à estação televisiva SIC, Pedro Santana Lopes afirmou que uma candidatura às eleições presidenciais "está fora de questão", reconhecendo que, se fosse candidato, não contaria com o apoio do PSD.

Santana Lopes excluiu também uma candidatura a uma outra câmara municipal do país, garantindo que vai regressar ao Direito no final do mandato como presidente da Câmara da capital.

"Vou voltar a exercer advocacia, que é a minha profissão, vou dar umas aulas e vou trabalhar para um grupo financeiro na área internacional. Um ex-primeiro-ministro conhece muita gente, em África, na Europa, na América Latina", adiantou o presidente da Câmara de Lisboa.

Pedro Santana Lopes lamentou não ter tido mais tempo antes de o PSD ter escolhido Carmona Rodrigues para ser o candidato social-democrata à Câmara de Lisboa.

"O que me foi dito foi que o meu número dois estava em melhores condições de ganhar as eleições. Não sei", considerou, sublinhando ter sido ele o responsável "pela reabilitação como prioridade, pelos túneis, pelo Parque Mayer, pelas piscinas".

Admitindo ter pena de deixar aquele que diz ser "o trabalho mais lindo que há", Santana Lopes afirmou que "não quiseram dar tempo nenhum e escolheram outro candidato passadas três semanas" do seu regresso à Câmara de Lisboa, numa referência à decisão do líder do PSD, Marques Mendes, de apoiar a candidatura de Carmona Rodrigues.

"Não me zango. As pessoas tomam decisões, há responsabilidades que se assumem. Depois, quando for a altura, todos faremos o balanço", sustentou.

O presidente da autarquia lisboeta adiantou ter recebido "convites fantásticos" para ser o candidato social-democrata a diversas autarquias do país, como Felgueiras, Torres Vedras ou Montemor, "câmaras que o PSD nunca ganhou ou é difícil ganhar".

Afirmando ter ficado sensibilizado com estes convites, Santana Lopes sublinhou que são a prova de que não está "morto para a vida política".

"Aconteceu-me sempre assim. Quando dizem que estou politicamente morto, as bases vão mantendo a chama viva", disse.

Na mesma entrevista o autarca não escondeu a sua admiração pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

"Ele está a ir bem. Eu gosto do estilo dele", referiu Santana Lopes, admitindo que o primeiro-ministro poderá manter-se no cargo por dez anos, o período mínimo que considera necessário para "mostrar trabalho".

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Boas notícias

Boas notícias destas é que são precisas. Até me vai correr melhor o dia.

Anónimo

03.05.2005 13:03

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