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Em entrevista à Pública

Santana Lopes assume candidatura à Câmara de Lisboa

06.11.2008 - 19:20 Por Paulo Moura

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O social-democrata tomou a decisão sem uma última palavra de Ferreira Leite O social-democrata tomou a decisão sem uma última palavra de Ferreira Leite (Carlos Lopes (arquivo))
Pedro Santana Lopes assumiu que é candidato à presidência da Câmara de Lisboa, nas eleições autárquicas que se realizam no próximo ano, ainda que a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, não tenha dado a última palavra sobre o assunto. Numa entrevista à Pública, que será publicada no próximo domingo, Santana Lopes garantiu que, se for eleito, como espera, para a câmara da capital, tentará cumprir dois mandatos. Não aceitará qualquer outra função.

"E nunca mais quero ouvir falar de outros cargos", declarou. "Nada, mas nada" o fará abandonar a câmara. "Pode sair o primeiro-ministro, o Presidente da República, pode sair quem quiser".
A distrital de Lisboa do PSD já votou favoravelmente a candidatura de Santana Lopes, "quase por aclamação", segundo ele, embora Manuela Ferreira Leite ainda não o tenha designado formalmente. "Só falta uma etapa para formalizar a candidatura", disse Santana Lopes, referindo-se à palavra final da líder. Mas tornou claro que não foi ele que pediu para ser candidato. "É um trabalho fascinante. Mas não vendo a alma ao diabo por causa disso. Ao contrário do que dizem, não telefonei a ninguém, não mandei recado a ninguém, a dizer que queria ser candidato à Câmara de Lisboa ou outra qualquer".

Se for eleito, Santana Lopes diz que quer retomar os projectos que foi obrigado a interromper quando, em 2004, assumiu o cargo de primeiro-ministro. "Acho que Lisboa tem passado muito tempo a discutir processos, queixas, denúncias, arguidos. Lisboa tem de discutir o seu caminho, os seus projectos."

Os principais projectos a retomar serão o "do repovoamento e reabilitação, racionalizar o sistema de transportes, defender o meio ambiente e racionalizar a vida da cidade". O túnel do Marquês de Pombal, projectado durante o mandato de Santana, será completado com um sistema de túneis até ao Campo Grande. "Temos de libertar a superfície para os transportes públicos e para as pessoas. Vamos desnivelar as intersecções, no Saldanha, o que teria já sido feito se eu tivesse continuado na câmara, com as obras do metro na Duque d'Ávila. Campo Pequeno, Entrecampos e Campo Grande já estão feitos, não falta muito para termos um eixo central desnivelado".

Outro projecto de Santana é o de condicionar o acesso ao centro da cidade. Além de Bairro Alto, Santa Catarina, Bica e Castelo, será agora o Chiado a ter o trânsito restringido. Quem quiser levar o carro para esta zona terá de pagar uma taxa.

Se for presidente da câmara, Santana Lopes tenciona ainda apostar numa política de reabilitação dos bairros sociais. "Quero dar autonomia de vida a cada bairro, para as famílias terem lá o seu espaço verde, poderem levar as crianças à piscina, terem o seu templo religioso".

Quanto à recente polémica sobre a linha de contentores entre a cidade e o rio, na zona de Alcântara, a posição do presumível candidato do PSD é contra essa opção. "Acho que é absolutamente inaceitável que se tape a ligação da cidade ao rio com o movimento portuário. Há outras opções, que têm de ser articuladas com o Governo: deslocalização de parte do movimento portuário para a outra margem, para Setúbal ou até para Sines".

Mas para fazer valer estas posições, "é preciso um presidente de câmara que tenha força, que seja um grande protagonista", diz Santana Lopes. Não é o caso de António Costa, acrescenta. "É um homem inteligente, mas não é um bom autarca. Acho que não se fez ao lugar, com todo o respeito".

Notícia actualizada às 12h05 de dia 7 com a versão da edição impressa

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Avaliação

Se avaliarmos a actividade antecedente deste candidato, tiramos a conclusão, que só tem palavriado ...

Ex-militante PPD

17.01.2009 14:59

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