Santana Lopes: António Costa recorre a coligações com medo de perder autárquicas

15.07.2009 - 11:00 Por PÚBLICO
Pedro Santana Lopes considera que António Costa tem dado sinais de “fraqueza” política ao recorrer a coligações na corrida às eleições autárquicas. Para o candidato do PSD/CDS-PP à Câmara de Lisboa, o actual presidente da autarquia e candidato socialista receia perder o escrutínio, tendo já chegado a um entendimento com José Sá Fernandes e abordado Helena Roseta para um acordo político.
Santana Lopes, que falava ontem à noite em entrevista à RTP, defendeu que falta ao seu adversário “coerência” e que “fazer coligações, é uma prova de fraqueza”. O social-democrata critica que a meio caminho da corrida às autárquicas de 11 de Outubro e perante os resultados das sondagens, os socialistas “vão fazer tudo para se unir”. “Eu em 2002 fui sozinho. Na altura, fiz essa avaliação e fui sozinho com o PS e com o PC. Não mudei, a meio do caminho, a dizer assim: Ai agora, eles vêm juntos, é perigoso, vou-me unir com os outros. Então, afinal onde é que está a credibilidade? Onde é que está a coerência? Onde é que está a convicção?”, questionou na entrevista a Judite de Sousa.
O ex-presidente da Câmara de Lisboa referia-se ao acordo alcançado entre António Costa e o vereador José Sá Fernandes, eleito pelo Bloco de Esquerda. Depois de falhado um entendimento com o PCP e Bloco de Esquerda para o município da capital, António Costa procura agora apoio junto de Helena Roseta. O PÚBLICO apurou que a vereadora deverá decidir em breve se estabelece ou não um acordo com António Costa e o PS. Pessoas próximas do movimento Cidadãos por Lisboa adiantaram ao PÚBLICO que estarão em causa dois lugares elegíveis, incluindo o número dois da lista do PS.
Na entrevista à RTP, Santana Lopes acusou ainda António Costa de subserviência ao Governo, dando como exemplos a posição assumida pelo presidente da Câmara de Lisboa em assuntos como o aeroporto de Lisboa ou a frente ribeirinha. Em caso de eleição, o social-democrata assegurou: “Não direi Ámen ao Governo”.
À direcção socialista na câmara foram ainda apontadas falhas na gestão financeira. Santana Lopes sublinhou que a dívida da autarquia, cerca de 1,7 milhões de euros, aumentou, lembrando que quando saiu da presidência camarária “o passivo era de mil milhões de euros”.

