O candidato independente aceitou falar à Convenção do BE, partido que o apoia, reafirmando, porém, a sua falta de “apetência para a militância”. E garantiu que não tem “qualquer ambição política para lá de Lisboa”.
José Sá Fernandes apresentou-se como “homem de Lisboa” e acusou os outros candidatos à autarquia da capital de concorrerem ou para “apoiar o governo”, ou para “fragilizar o governo”, ou para se “vingar” do partido ou para “salvar” o partido.
A única candidata que teve direito a menção explícita foi Helena Roseta, independente como Sá Fernandes, mas sem apoio de nenhum partido. Por ter dito “que a função de vigilância cabe à Assembleia Municipal e que o vereador se deve ficar pela cooperação com o governo da Câmara”. O que levou Sá Fernandes a deixar uma pergunta para “todos os candidatos”: “Perante um negócio ruinoso, perante um caso de corrupção (...), pretendem ficar calados e esperar por uma qualquer intervenção da Assembleia Municipal?”
Miguel Portas tinha comentado minutos antes o falhado acordo entre a candidatura de Sá Fernandes e a candidatura independente da ex-militante socialista. “Em Lisboa dissemos, a quem tinha de saber, que não colocaríamos obstáculos ou condicionantes de natureza partidária a um entendimento entre José Sá Fernandes e Helena Roseta”, afirmou, explicando que “o encontro de vontades não foi possível”.
Sublinhando que o “trabalho conjunto” com o BE, que já o tinha apoiado nas anteriores autárquicas, nas quais foi eleito vereador, “tem sido uma experiência enriquecedora”, Sá Fernandes defendeu, contudo, que Lisboa “precisa de todos”, desde os “militantes de partidos”, aos “activistas de associações”, passando pelos “independentes de sempre ou independentes de há três semanas”. Ele próprio e Roseta, mais uma vez.


