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Autarca diz que a polícia não tem dado uma resposta capaz

Rui Rio reafirmou necessidade de "reforma profunda" na PJ do Porto

25.02.2008 - 15:25 Por Lusa

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O presidente da Câmara do Porto diz que a decisão de Pinto Monteiro teve motivos "mais do que óbvios" O presidente da Câmara do Porto diz que a decisão de Pinto Monteiro teve motivos "mais do que óbvios" (Paulo Ricca/PÚBLICO (arquivo))
O presidente da Câmara do Porto recusou-se hoje a comentar as recentes mudanças na Polícia Judiciária do Porto, mas reafirmou que se "mantêm válidas" as declarações que proferiu em Dezembro, quando defendeu "uma reforma profunda" na directoria portuense.

"Sobre esse assunto mantém-se válido o que disse há dois meses", afirmou Rui Rio, quando questionado pelos jornalistas sobre a demissão de Vítor Guimarães e a nomeação de António Almeida Pereira para o substituir.

Rui Rio, que falava à margem da inauguração do pavilhão desportivo da Escola João de Deus, remeteu para as declarações que proferiu em meados de Dezembro de 2007, quando comentou a decisão do Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, de nomear uma equipa especial de investigação, liderada por Helena Fazenda, para tratar das questões relacionadas com as mortes ocorridas na cidade, nos últimos meses, ligadas aos negócios da noite.

Na ocasião, o autarca defendeu ser necessária uma "reforma profunda" da PJ do Porto. Para Rui Rio, a decisão de Pinto Monteiro teve motivos "mais do que óbvios", considerando ser "evidente que a PJ/Porto não tem tido uma resposta capaz e tem mostrado alguma impotência para lidar com esta situação". "É óbvio que o procurador faça alguma coisa e procure que, dentro da PGR e da PJ, apareça quem tenha capacidade para fazer melhor", salientou então o autarca.

O próximo director da Polícia Judiciária do Porto, Almeida Pereira, garantiu ter boas relações "pessoais e profissionais" com Helena Fazenda, a procuradora com quem vai trabalhar no âmbito da investigação dos crimes ligados à noite do Porto.

Almeida Pereira substituiu na direcção da PJ/Porto o também magistrado do Ministério Público, Vítor Guimarães, que alegou razões pessoais para a sua demissão. O procurador aguarda autorização do Conselho Superior do Ministério Público para ser confirmado director da Polícia Judiciária do Porto, em regime de comissão de serviço. Almeida Pereira, 53 anos de idade e há 27 na carreira de magistrado do MP, vai substituir Vítor Guimarães, que apresentou sexta-feira o seu pedido de demissão.

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Comentário + votado

É muito triste

Este queria era mandar na PJ do Porto como manda na Polícia Municipal, como não conseguiu (quem ...

Anónimo

25.02.2008 19:21

X

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