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Eleições Autárquicas

Ruben de Carvalho destaca “reforço eleitoral” da CDU

11.10.2009 - 22:18 Por Inês Boaventura

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Ruben Carvalho Ruben Carvalho (Raquel Esperança)
Ruben de Carvalho congratulou-se hoje com o “reforço eleitoral” da CDU em Lisboa, sublinhando que a “intensa bipolarização da campanha” e o “receio do eleitorado do regresso do PSD à governação” dão “uma particular importância” à votação alcançada.

“Lisboa não esqueceu, nem pode esquecer, o que foram os catastróficos seis anos de gestão presididos por Santana Lopes e Carmona Rodrigues”, disse o cabeça de lista da coligação PCP/PEV, lembrando “os desmandos e o caos que conduziram mesmo à necessidade de eleições intercalares”. Mas as críticas de Ruben de Carvalho foram também para António Costa, cuja presidência de dois anos “não constituiu a ruptura necessária com o passado”.

O candidato da CDU, reeleito vereador, considerou, aliás, que a vitória de António Costa “não afastou aspectos altamente negativos da política de direita”, criticando as suas “cumplicidades, ora traduzidas em passividade, ora traduzidas em silêncios, ora traduzidas em inaceitáveis cooperações, com a política do derrotado Governo PS/José Sócrates”. “O único voto que efectivamente garante uma política de esquerda”, frisou Ruben de Carvalho, “foi, é e será na CDU”.

Por volta das 21h30, numa altura em que era ainda incerta a eleição de um segundo vereador, Ruben de Carvalho sublinhou “a absolutamente previsível substancial diferença de votação na CDU para a Câmara Municipal e para as Juntas de Freguesia”, destacando que se assim não fosse seria mesmo possível ter um terceiro eleito. Essa diferença, diz o comunista, é motivo de “orgulho e responsabilidade” porque “reflecte o reconhecimento pelos eleitores do trabalho dos eleitos de CDU”.

Ruben de Carvalho considerou ainda que o facto de o seu partido ter menos votos para a câmara do que para a assembleia, numa diferença que nas últimas autárquicas tinha sido de cerca de 13 mil votos e que desta vez se previa que pudesse ser superior, significa também que “o eleitorado lisboeta avaliou com dureza o risco de um regresso ao passado”.

Depois de nas autárquicas de 2005 e nas eleições intercalares de 2007 ter eleito dois vereadores, com votações de 11,42 e 9,48 por cento, o comunista admitiu em declarações aos jornalistas que seria um revés não ter o mesmo número de representantes. Perto da meia-noite a eleição de Miguel Tiago era ainda uma incógnita.

Notícia actualizada às 01h11 de 12 de Outubro



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a

A estes desdenhosos que falam sempre na derrota do PCP , quero lhes dizer uma coisa para aprenderem ...

luis olimpio

12.10.2009 15:27

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