O presidente do CDS-PP exortou hoje os jovens do seu partido a combaterem o que diz ser "império mediático da esquerda", a quem responsabilizou pelos "grandes males do mundo", incluindo o terrorismo.
“Esta geração é a que vai mudar o "império mediático de esquerda fundado há algumas décadas e que é preciso combater", afirmou Ribeiro e Castro, no encerramento do XV congresso da Juventude Popular, em Bragança, durante o qual João Almeida foi reeleito para um novo mandato à frente da organização.
Segundo o presidente do CDS-PP, "o século XX foi dominado pelo socialismo e muitos dos males actuais do mundo e da nossa sociedade são a pesada factura desses tempos".
"O último dos filhos desse tempo é o terrorismo", declarou ao congresso, reiterando depois em declarações aos jornalistas que "a origem do terrorismo está na esquerda".
"Porque uma parte do pensamento da esquerda assenta na pregação e na legitimação da violência como motor de transformação histórica, e isso é que originou muitos movimentos, alguns que optaram pela via do terrorismo", afirmou.
Para Ribeiro e Castro, "as ideologias de esquerda, nomeadamente o marxismo, geraram ditaduras, algumas ainda em funções".
Questionado se inclui também a esquerda portuguesa, respondeu que "gostava de saber o que é que a esquerda portuguesa pensa das ditaduras que continuam em Cuba, na Coreia do Norte, da sementeira de ruína de miséria e destruição que caracterizou África, de uma forma geral, por mercê de regimes de esquerda".
Ribeiro e Castro rejeita estar "a radicalizar" com esta tomada de posição, considerando ser "uma reflexão que deve ser feita, nomeadamente pelas novas gerações que estão a despertar para a política".
Ribeiro e Castro falou depois da Constituição da República Portuguesa para desafiar a maioria socialista na Assembleia da República a concordar com uma "grande revisão" do documento jurídico que rege a organização política, social e económica do país.
Para Ribeiro e Castro, a constituição portuguesa "tem bloqueado algumas reformas estruturais, nomeadamente nos planos económico e social" e deu como exemplo o facto de não permitir a revisão e flexibilização do código do trabalho.
"Muitas das reformas que estão a ser feitas na Europa não podem ser feitas em Portugal por causa de alguns mitos que estão inscritos na constituição, nomeadamente o mito de que tudo é universal e gratuito. As coisas não são gratuitas, têm de ser pagas", afirmou.
"Justamente aquilo que é opção dos políticos e função da política é saber como é que isso é pago e como é que se distribuem esses recursos", acrescentou.
Para o líder do CDS-PP, a Constituição devia permitir que "qualquer Governo e qualquer maioria possa decidir o rumo que entende melhor".
Neste sentido, Ribeiro e Castro anunciou que o CDS-PP vai antecipar-se ao debate sobre a revisão da constituição, programando para os próximos meses fóruns de discussão que antecederão os 30 anos da aprovação da lei fundamental do país, celebrados em Abril de 2006.


