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Duas vítimas mortais

Ribeiro e Castro pede revisão do sistema de socorro em Odemira

21.01.2007 - 16:26

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Ribeiro e Castro diz que os hospitais distam largos quilómetros por estradas que não são famosas Ribeiro e Castro diz que os hospitais distam largos quilómetros por estradas que não são famosas (António Cotrim/Lusa (arquivo))
O líder do CDS-PP, Ribeiro e Castro, pediu hoje do ministro da Saúde a revisão do sistema de socorro na zona concelho de Odemira, depois de terem demorado várias horas as operações de socorro a duas pessoas, que acabaram por morrer.

“Mais do que explicações sobre o que se passou, é urgente que o senhor ministro proceda à revisão de todo o sistema sanitário de socorro do concelho de Odemira”, afirmou à Lusa o líder democrata-cristão.

Um homem, de 57 anos, morreu sábado no centro de saúde de Odemira às 13h40, vítima de ataque cardíaco, quase quatro horas e meia depois de accionado o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

Esta é a segunda morte, em menos de quinze dias, no concelho alentejano de Odemira, em que as operações de socorro se prolongaram por várias horas, depois de a 8 de Janeiro um homem ter dado entrada num hospital de Lisboa mais de seis horas depois de terem sido accionados os primeiros meios de socorro.

Meios de socorro são “indispensáveis”

Segundo o presidente do CDS-PP, “é indispensável que haja meios de socorro no concelho de Odemira”.

“Os hospitais distam largos quilómetros por estradas que não são propriamente famosas”, disse, sublinhando que conhece bem o concelho, onde foi autarca.

O grupo parlamentar do CDS-PP anunciou também que vai pedir a presença do ministro da Saúde, Correia de Campos, no Parlamento para explicar a actuação dos meios de socorro.

Em declarações à Lusa, a deputada democrata-cristã Teresa Caeiro, defendeu sábado que “não pode continuar o total abandono da política de proximidade dos cuidados de saúde, nem a penalização da população que vive no interior do país”.

A deputada considera que “não há razão para que a intervenção médica necessária demore quatro ou seis horas” a chegar ao local onde estão os sinistrados, quer se trate de um acidente ou de um ataque cardíaco, como foi o caso do homem que hoje faleceu.

Políticas “economicistas” são “inadmissíveis”

Por isso, Teresa Caeiro defende que “as políticas economicistas seguidas pelo Governo, em geral, e pelo ministro da saúde, em particular, com intervenções baseadas no corte da despesa, não são admissíveis”.

A existência de somente uma viatura dos serviços de emergência médica no distrito de Beja ou de dois helicópteros em todo o país para casos de urgência na área da saúde são os exemplos avançados pela deputada do CDS para demonstrar a falta de meios.

Teresa Caeiro acha “chocante” que o responsável governamental pela Saúde não queira saber o que correu mal no caso da morte do homem, na semana passada, em Odemira, tendo decidido não realizar um inquérito à situação.

Na opinião da deputada, todas as possibilidades existentes podem ter sido devidamente usadas e o problema pode estar relacionado com a falta de equipamentos ou de pessoal ou de articulação entre serviços.

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