Ribeiro e Castro esperava "solução com mais consistência" para a Câmara de Lisboa

17.02.2007 - 11:31 Por Lusa
O presidente do CDS-PP, Ribeiro e Castro, afirmou hoje que "esperava uma solução com mais consistência" da actual maioria PSD na câmara de Lisboa ao tomar conhecimento da suspensão de mandato po r três meses do vice-presidente Fontão de Carvalho.
"A nossa preocupação quanto à situação da CML mantém-se. Quem tem a responsabilidade pela condução do município é o partido que ganhou as eleições, o PSD", disse Ribeiro e Castro, pouco depois de tomar conhecimento do pedido de suspensão de mandato do vereador Fontão de Carvalho, acusado de peculato pelo pagamento de prémios a administradores da EPUL.
"Francamente, esperávamos que surgisse uma solução com consistência e temos as mais sérias dúvidas de que esta seja uma solução com consistência", reforçou o dirigente centrista, que falou à Lusa no final de uma iniciativa partidária no Montijo. Ribeiro e Castro defendeu que é necessário encontrar uma solução que proporcione estabilidade na Câmara Municipal de Lisboa, mas admitiu que os acontecimentos dos últimos dias não vão nesse sentido. "Ouvimos responsáveis da Câmara dizer uma coisa num dia, outra diferente no dia a seguir, coisas diferentes no próprio dia e isso gera grande confusão", lamentou o líder centrista, reportando-se à decisão do vereador Fontão de Carvalho de suspender o mandato 24 horas depois de garantir que tinha condições para permanecer no executivo da Câmara de Lisboa. Embora reconheça que a realização de eleições intercalares "pode ser uma saída", Ribeiro e Castro garantiu que o CDS-PP considera que a actual maioria PSD continua a ter legitimidade para governar a Câmara de Lisboa. "A questão é saber se ainda tem condições políticas para o fazer", disse o dirigente centrista, assegurando que o CDS/PP vai continuar a actuar com grande sentido de responsabilidade e, a partir de agora, "com mais atenção e mais exigência". "Somos respeitadores do funcionamento dos órgãos, a Câmara Municipal de Lisboa tem legitimidade para funcionar e não pressionamos a realização de eleições intercalares", acrescentou Ribeiro e Castro. "A realização de eleições é uma hipóteses, mas não da nossa responsabilidade", concluiu o líder do CDS/PP.

