O presidente do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, anunciou hoje que vai convocar um congresso extraordinário electivo. O anúncio foi feito no conselho nacional do partido, que hoje decorre em Leiria.
Ribeiro e Castro aproveitou a abertura do encontro para manifestar que era sua vontade convocar o congresso extraordinário. Mal se iniciaram os trabalhos, o líder do partido pediu a palavra para anunciar uma moção a propor um congresso extraordinário - proposta que está a agora a ser debatida e será votada.
Na próxima semana será convocado um novo conselho nacional, segundo o responsável popular Sampaio Nunes, que falou hoje aos jornalistas, para agendar o congresso extraordinário, conforme obrigam os estatutos do partido.
Uma vez que a direcção tem maioria no Conselho Nacional, a proposta deverá ser aprovada sem problemas, já estando, aliás, marcada uma nova reunião do Conselho Nacional para o próximo sábado, em Lisboa, para marcar a data do Congresso.
Pedro Sampaio Nunes, membro da comissão política do CDS, disse que Ribeiro e Castro alegou "uma falta de aceitação de sectores que não aceitaram bem o resultado do último Congresso".
Questionado sobre uma recandidatura de Ribeiro e Castro, o dirigente do CDS sublinhou que "essa decisão implica ponderação". "Essa intenção não foi manifestada hoje. Ribeiro e Castro terá de fazer a ponderação da situação em que o partido se encontra", disse. No entanto, Ribeiro e Castro terá dito aos conselheiros nacionais que quem tiver intenções de apresentar uma candidatura à liderança "que se manifestem".
À entrada para o Conselho Nacional, antes de ser feita a proposta do Congresso extraordinário, o líder parlamentar Nuno Melo e o adversário de Ribeiro e Castro no último Congresso, Telmo Correia, tinham recusado a necessidade de um novo conclave.
"Eu pessoalmente não vejo qualquer razão extraordinária que o justifique. Do meu ponto de vista, não se justifica um Congresso", afirmou Nuno Melo, considerando que "a liderança do CDS não está em causa".
Para Nuno Melo, Ribeiro e Castro "é um líder eleito, incontestado" e que tem "o apoio de todos os órgãos nacionais".
Também Telmo Correia recusou a ideia de um congresso extraordinário, sublinhando que "os mandatos são para cumprir". "O CDS não pode andar de legitimação interna em legitimação interna, tem de falar para fora", frisou.


