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Secretário-geral do PSD diz que reunião do Conselho Nacional será decisiva

Ribau Esteves ainda acredita na recandidatura de Menezes

19.04.2008 - 20:16 Por Lusa, PÚBLICO

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O secretário-geral do PSD, Ribau Esteves, acredita que Luís Filipe Menezes ainda poderá recandidatar-se à liderança, ideia que o próprio afastou ontem, considerando que é necessário esperar por uma “decisão definitiva”.
Ribau Esteves diz haver uma "onda de solidariedade muito forte" em relação ao líder Ribau Esteves diz haver uma "onda de solidariedade muito forte" em relação ao líder (Pedro Cunha (arquivo))

“Tem que se esperar pela decisão definitiva, que será ou no Conselho Nacional ou até ao prazo limite para apresentação das candidaturas”, declarou o dirigente social-democrata, no final de um encontro de autarcas em Caminha.

Garantindo que dará o seu apoio ao líder se este decidir apresentar-se às eleições directas, Ribau Esteves que a reunião de quarta-feira é um "momento político importante para todo este processo".

Surpreendendo todos, Menezes demitiu-se, quinta-feira, da presidência do PSD e convocou eleições directas para o próximo dia 24 de Maio, dizendo que não pretendia concorrer. A maioria dos analistas admitia, porém, que o líder social-democrata estaria à espera de uma “vaga de fundo” das bases para se recandidatar.

Contudo, ontem, em entrevista à SIC-Notícias, Menezes reafirmou que não será candidato, anunciou que apoiará um dos candidatos em disputa e desafiou aqueles que criticaram a sua liderança a entrarem na corrida.

Esta tarde, o seu “número dois” adiantou que há uma “onda de solidariedade muito forte” em relação a Menezes e “muita gente absolutamente pronta e disponível” para apoiar a sua recandidatura, mesmo entre quem “o apoiou há seis meses”.

Para Ribau Esteves, as directas deverão funcionar como “um momento de verdade”, para que o partido “deixe de viver na mentira e na intriga permanente e passe a ter uma ambiência saudável”. “O PSD está gravemente doente", afirmou, lembrando que o partido "vem elegendo e destruindo cada um dos seus seis últimos líderes", mantendo "uma média alucinante” de mais de um congresso por um ano.

Denunciando mesmo a existência de uma “vivência de terrorismo permanente organizado”, promovida por alguns “grandes dirigentes” que “estão sempre atrás de uma câmara de televisão”, Ribau Esteves pediu um levantamento das bases: “Isto não se admite, temos que nos revoltar e ter um acto de solidariedade e de força, para que Luís Filipe Menezes consiga lidar com esta campanha perfeitamente inadmissível e execrável que estão a fazer contra ele”.

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