O secretário-geral do PSD, Ribau Esteves, acredita que Luís Filipe Menezes ainda poderá recandidatar-se à liderança, ideia que o próprio afastou ontem, considerando que é necessário esperar por uma “decisão definitiva”.
“Tem que se esperar pela decisão definitiva, que será ou no Conselho Nacional ou até ao prazo limite para apresentação das candidaturas”, declarou o dirigente social-democrata, no final de um encontro de autarcas em Caminha.
Garantindo que dará o seu apoio ao líder se este decidir apresentar-se às eleições directas, Ribau Esteves que a reunião de quarta-feira é um "momento político importante para todo este processo".
Surpreendendo todos, Menezes demitiu-se, quinta-feira, da presidência do PSD e convocou eleições directas para o próximo dia 24 de Maio, dizendo que não pretendia concorrer. A maioria dos analistas admitia, porém, que o líder social-democrata estaria à espera de uma “vaga de fundo” das bases para se recandidatar.
Contudo, ontem, em entrevista à SIC-Notícias, Menezes reafirmou que não será candidato, anunciou que apoiará um dos candidatos em disputa e desafiou aqueles que criticaram a sua liderança a entrarem na corrida.
Esta tarde, o seu “número dois” adiantou que há uma “onda de solidariedade muito forte” em relação a Menezes e “muita gente absolutamente pronta e disponível” para apoiar a sua recandidatura, mesmo entre quem “o apoiou há seis meses”.
Para Ribau Esteves, as directas deverão funcionar como “um momento de verdade”, para que o partido “deixe de viver na mentira e na intriga permanente e passe a ter uma ambiência saudável”. “O PSD está gravemente doente", afirmou, lembrando que o partido "vem elegendo e destruindo cada um dos seus seis últimos líderes", mantendo "uma média alucinante” de mais de um congresso por um ano.
Denunciando mesmo a existência de uma “vivência de terrorismo permanente organizado”, promovida por alguns “grandes dirigentes” que “estão sempre atrás de uma câmara de televisão”, Ribau Esteves pediu um levantamento das bases: “Isto não se admite, temos que nos revoltar e ter um acto de solidariedade e de força, para que Luís Filipe Menezes consiga lidar com esta campanha perfeitamente inadmissível e execrável que estão a fazer contra ele”.
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