Relvas diz que documento interno do Instituto Sá Carneiro não traduz opinião do PSD

09.07.2009 - 20:27 Por Lusa
O presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro (IFSC), Alexandre Relvas, considerou hoje que “só a desorientação crescente” do Governo o pode ter levado a comentar um “documento interno” do IFSC sobre saúde, feito “para debate”.
Numa declaração à agência Lusa, Alexandre Relvas afirmou que os documentos que o IFSC publica na sua página da Internet, “no seguimento de reflexões” que promove sobre vários temas, são “documentos internos, que, naturalmente, não comprometem e que podem não traduzir a opinião da direcção do PSD e da sua líder”.
Por isso, no entender do social-democrata, “só a desorientação crescente justifica que agora o governo passe a debater os documentos” divulgados pelo IFSC na sua página da Internet “e que a imprensa tem vindo a transcrever”.
Alexandre Relvas reagiu desta forma a declarações feitas hoje pelo ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, que, baseando-se num documento do IFSC, sustentou que a política de saúde da presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, seria “um desastre” para a maioria dos portugueses e representaria o fim do Serviço Nacional de Saúde (SNS) universal e tendencialmente gratuito.
“Registo com satisfação o interesse do governo nos documentos internos do IFSC”, começou por observar Alexandre Relvas.
O social-democrata referiu depois que “neste momento o PSD realiza um trabalho de reflexão em várias frentes” - o “Fórum Portugal de Verdade”, o Gabinete de Estudos e o IFSC - do qual vão resultar contributos para o programa eleitoral social-democrata.
“Essas reflexões têm dado origem a múltiplos documentos para debate, como este, sobre saúde”, prosseguiu Alexandre Relvas.
“Já que o Governo se interessou por este documento sobre saúde, valia a pena que também comentasse as referências que o mesmo faz às situações inaceitáveis que vivem as centenas de milhar de portugueses que esperam consultas e intervenções cirúrgicas”, acrescentou.
“Convido-o também a comentar a situação das centenas de milhar de portugueses que não têm médico de família. Valeria também a pena ouvir o Governo sobre as profundas assimetrias de acesso a cuidados de saúde entre pobres e ricos e portugueses do litoral e do interior”, concluiu o presidente do IFSC.

