Deputados analisaram resultados do Conselho Europeu

Recondução de Barroso na Comissão Europeia domina debate no Parlamento

25.06.2009 - 18:51 Por Lusa

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Luís Amado elogiou medidas para lidar com fragilidade do sistema de regulação bancário Luís Amado elogiou medidas para lidar com fragilidade do sistema de regulação bancário (Nuno Ferreira Santos (Arquivo))
Críticas da oposição à recondução de Durão Barroso na Comissão Europeia, à ratificação do Tratado de Lisboa e ao combate à crise dominaram hoje o debate parlamentar sobre a construção da União Europeia.

Durante o debate, destinado a analisar os resultados do Conselho Europeu dos dias 19 e 20 deste mês, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, destacou como uma das conclusões principais a unanimidade em torno da candidatura de Durão Barroso. “Tendo em consideração o impasse político em que a União Europeia se encontra, no período de incerteza em relação ao futuro do Tratado de Lisboa, era importante uma decisão que desse alguma estabilidade à União”, destacou o ministro.

Sobre o Tratado de Lisboa, Luís Amado referiu as garantias dadas ao governo irlandês para que reabra o processo de ratificação, através de novo referendo à população.

Por outro lado, disse, o Conselho Europeu aprovou “um conjunto de novas orientações em relação ao sistema de supervisão na União Europeia”. Objectivo: impedir que “novas crises no espaço europeu” sejam originadas por situações de “total fragilidade do sistema de regulação bancário”.

O PSD, através do deputado Mário David, eleito para o Parlamento Europeu no dia sete, reflectiu sobre os resultados das eleições europeias. A “derrota histórica” do PS, considerou, resultou do “voto popular livremente expresso que disse um primeiro ‘Basta’ a este Governo”.

Sobre a recondução de Durão Barroso, o deputado do PSD recordou que “os eleitores europeus, ao votarem maioritariamente no PPE [a que pertencem os sociais-democratas], estavam conscientes desde Dezembro sobre quem seria indigitado para a presidência da Comissão”.

Tratado 'a la carte'"

Pela bancada do PCP, Honório Novo reiterou o voto contra dos deputados comunistas à recondução de Durão Barroso. Também Fernando Rosas (Bloco de Esquerda) criticou a recondução do presidente da Comissão Europeia. E disse que, com as mudanças introduzidas devido ao referendo irlandês, o Tratado de Lisboa já foi alterado “de contrabando”, tendo passado a haver “dois textos diferentes em circulação”, uma “espécie de Tratado ‘a la carte’”, uma “farsa não democrática que fere de ilegitimidade” o documento.

Pelo CDS-PP, Nuno Magalhães aplaudiu o apoio do Governo português à recondução de Durão Barroso e apelou a que as medidas previstas no plano de relançamento da economia europeia “passem à acção”.

Francisco Madeira Lopes, dos Verdes, criticou que, na Europa, alguns estados-membros “sejam filhos e outros enteados” e que a construção da Europa se faça “a velocidades diferentes”.

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Não fico admirado

Não fico admirado que os Sociais Democratas apoiem Durão Barroso. O contrário é que seria ...

Fonseca

25.06.2009 20:51

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