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Reacções dos partidos à avaliação da troika

16.11.2011 - 19:49 Por Lusa, PÚBLICO

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Os partidos já reagiram às conclusões da missão da Comissão Europeia, FMI e BCE à implementação do programa de ajustamento orçamental. Para o PS, a avaliação da troika é positiva, mas mostra que o Governo não precisa de aplicar a sobretaxa ao subsídio de Natal deste ano. O CDS acredita que a avaliação permite descolar do caso grego. O PSD alerta que é preciso manter o rigor. Os bloquistas acusam o executivo de desbloquear parte do financiamento externo para a banca. O desemprego e a recessão ficaram de fora de avaliação, criticou o PCP.

PS insiste no da sobretaxa no subsídio de Natal

O PS congratulou-se com a avaliação positiva feita pela troika ao cumprimento do programa de assistência financeira por Portugal, mas considerou provada a ausência de necessidade da sobretaxa este ano aplicada ao subsídio de Natal. A posição dos socialistas foi assumida pelo líder parlamentar, Carlos Zorrinho, que fez várias críticas ao Governo.

“Queremos lembrar que o Governo é o representante de Portugal junto da troika e não o representante da troika junto de Portugal. As duas conferências de imprensa [Governo e troika] não deixaram bem marcada essa diferença”, sustentou, referindo-se à conferência do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que precedeu a apresentação das conclusões pelos representantes da Comissão Europeia, do FMI e do BCE.

Segundo Carlos Zorrinho, hoje mesmo ficou-se a saber que “a sobretaxa de 50 por cento a aplicar este ano ao subsídio de natal - medida com um forte impacto recessivo -, não teria sido necessária”. “Portanto, não faz sentido o Governo ir para além da ´troika´, faz antes sentido Portugal ser firme no cumprimento dos objectivos. O PS tudo fará para que Orçamento do Estado para 2012 seja o menos injusto possível”, acrescentou.

PSD diz ser preciso “manter rigor, exigência e verdade”

O PSD manifestou hoje satisfação pela “avaliação positiva”, sublinhando contudo que é preciso “não embarcar em triunfalismos” e “manter uma postura de rigor, exigência e verdade”.

“Sabemos que as dificuldades são muitas e por isso não podemos diminuir nem o rigor, nem a exigência, a missão internacional confirmou que não existe margem de manobra para 2012, para que a meta orçamental seja cumprida, e portanto teremos dificuldades, que sabemos que existem, mas é com esta postura de rigor, de exigência e de verdade que as vamos enfrentar”, afirmou o deputado social-democrata Miguel Frasquilho.

O deputado e vice-presidente da bancada do PSD falava no Parlamento, comentando os resultados da conferência de imprensa da ‘troika’, que disse estar “muito satisfeita” com o processo de execução do programa e de ter sido libertada nova tranche de oito mil milhões de euros do empréstimo feito ao Estado português.

“Estamos muito conscientes de que se trata apenas da segunda avaliação e que existe um longo caminho a percorrer durante a execução do programa. Não embarcamos em triunfalismos, nem estamos pessimistas, eu diria que estamos realistas, sabemos que o caminho é longo, as dificuldades serão muitas e, portanto, devemos manter o rigor e a exigência que têm sido uma realidade”, declarou Frasquilho.

CDS: avaliação permite “descolar” da Grécia

Para o líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, a “avaliação positiva” da troika permite a Portugal “descolar” da Grécia e “gerar um clima de confiança interna e externa” relativamente ao cumprimento dos compromissos.

“É importante em primeiro lugar porque nos distingue claramente de outras circunstâncias, de outros países, o que nos permite descolar do que está acontecer noutros países, nomeadamente da Grécia”, afirmou Nuno Magalhães.

Numa declaração aos jornalistas no Parlamento, o líder parlamentar democrata-cristão argumentou que a avaliação “pode gerar um clima de confiança interna e externa em relação ao escrupuloso cumprimento por parte do Governo português daquilo que assinou e que está comprometido”.

BE acusa Governo de enviar tranche do empréstimo para a banca

O Bloco de Esquerda (BE) acusou o Governo e a troika de quererem transformar Portugal “num país de salários miseráveis” e de desbloquearem oito mil milhões de euros “direitinhos para a banca”.

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