Paulo Rangel defendeu esta tarde, em Mafra, que "Portugal precisa de uma verdadeira 'des-socratização'", um movimento "de libertação" liderado pelo PSD do actual "bloqueio" que diz viver-se no país. "Portugal está hoje em situação de bloqueio e o responsável é o PS, e o rosto é José Sócrates", afirmou o candidato à liderança do PSD, arrancando por diversas vezes fortes aplausos ao Congresso, da Mesa às bancadas.
Fazendo jus ao seu lema "Romper", o eurodeputado empenhou-se em desmontar muitas das promessas socialistas, para concluir: "Caiu o mito do reformismo do PS, porque tudo foi feito usando a propaganda, a comunicação social, usando demagogia e populismo de tipo Hugo Chavez".
Por isso, regressou ao seu lema: "Chegou a hora da ruptura, de rejeitar uma aliança do PS, de afastar a teia de interesses instalados e negócios prometidos". Para Rangel,"o PSD tem de se distanciar do PS e tem de afirmar a sua absoluta independência e estar acima dos interesses financeiros e económicos".
Mas foi para o partido que quis dirigir-se acima de tudo. Para dar uma injecção de autoconfiança aos militantes, ao afirmar que"só há um partido capaz de pegar nesta onda de desalento e que, tocando na ultima reserva de energia dos portugueses, consegue transformar o desalento em garra, em raça, em expectativa."
A última palavra guardou-a para os eleitores internos, avisando-os para os sindicatos de voto: "Cada militante é senhor e dono do seu voto, que deve exercer em consciência e liberdade". E em responsabilidade, porque, sublinhou, são eles que vão decidir "quem vai governar o país".


