O candidato do PSD ao Parlamento Europeu, Paulo Rangel, negou hoje ser a favor da criação de um imposto europeu sobre transacções financeiras, como propôs Vital Moreira, e remeteu para uma leitura correcta da entrevista que deu hoje ao "Jornal de Negócios".
“Sou totalmente contra, isso é claríssimo. Na entrevista houve uma interpretação errada do que eu disse e a própria jornalista já aceitou que a citação que faz a manchete é inadmissível”, declarou o cabeça de lista do PSD ao Parlamento Europeu, desmentindo, assim, a manchete de hoje do "Jornal de Negócios" que diz que Rangel não fecha a porta ao imposto europeu.
“Não percebo essa conclusão em manchete”, afirma Rangel, frisando que o título da primeira página é uma citação de uma frase que não está na entrevista”.
Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com o Conselho Regional do Norte da Ordem dos Advogados, uma das acções incluídas na agenda de hoje dedicada às questões sociais, o líder parlamentar do PSD, precisou que “tudo o que está na entrevista foi afirmando do pressuposto da rejeição de duas coisas: imposto europeu e qualquer aumento da carga fiscal”.
A criação de um imposto sobre transacções financeiras, ou em alternativa, de proceder à transferência de fatias suplementares dos orçamentos nacionais foi lançada para a campanha eleitoral por Vital Moreira, gerando, de imediato, um coro de protestos por parte de todos os partidos da oposição, apesar de o candidato do PS ter afirmado que isso não significaria um aumento dos impostos nacionais.


