O eurodeputado e candidato à liderança do PSD Paulo Rangel demarcou-se este domingo da sugestão feita pelo seu adversário Pedro Passos Coelho para o Governo substituir o procurador-geral da República. Numa declaração ao PÚBLICO, Rangel acusou indirectamente Passos Coelho de “fazer um favor” ao Governo.
“Já tenho dito que o procurador-geral da República não tem estado bem neste processo [escutas do caso Face Oculta], mas desviar as atenções para o poder judicial é estar a ajudar o Governo. O PSD não deve ser condescendente e não deve fazer esse favor ao Governo.
Para Paulo Rangel, “é importante não desviar as atenções do essencial, que é o primeiro-ministro prestar esclarecimentos”. “O PSD deve ter uma postura de responsabilidade e centrar a exigência de explicações no primeiro-ministro e no Governo”, insistiu.
Este Domingo, no Porto, Passos Coelho afirmou à Lusa que há “uma desconfiança quanto ao papel que o PGR está a desenvolver", garantindo que "o Governo não está a fazer o que está ao seu alcance para combater a crise económica e para tirar o país da situação de dificuldades em que ele está mergulhado".
“Seria muito importante que José Sócrates tomasse a iniciativa de propor a substituição do procurador-geral da República e que não demore mais tempo a alterar a proposta de Orçamento do Estado de molde a que o país possa enfrentar a crise em que está mergulhado, com medidas sérias, que tenham efeitos já a partir deste ano”, realçou.


