Miguel Relvas: quem defende Marcelo para líder do PSD é “co-responsável pelo desastre eleitoral” 
30.10.2009 - 12:43 Por Lusa
O ex-secretário-geral do PSD Miguel Relvas acusou hoje as personalidades social-democratas que quinta-feira defenderam Marcelo Rebelo de Sousa para próximo presidente do partido de serem “co-responsáveis pelo desastre eleitoral” nas últimas eleições legislativas.
“Essas personalidades que se juntaram estão no direito de o fazer e é muito positivo o debate. Mas é importante relembrar que essas personalidades são co-responsáveis pelo desastre eleitoral que o PSD teve no dia 27 de Setembro, o pior resultado que o PSD teve na sua história a partir da oposição”, disse, em declarações à agência Lusa.
O conselheiro nacional social-democrata e apoiante de Pedro Passos Coelho para a liderança do partido referia-se a Paulo Rangel, José Luís Arnaut, Alexandre Relvas e José de Matos Correia, que classificou como personalidades “especialistas em eleições internas”.
“A escolha do líder do PSD não é uma selecção social, é uma selecção política e o líder do PSD é eleito de norte a sul por milhares e milhares de militantes do PSD (...) o PSD tem tido nos últimos anos a fatalidade de duas ou três personalidades que se encontram em Lisboa entenderem que devem decidir o futuro do partido”, comentou.
Deputado na anterior legislatura - de fora das listas de candidatos ao Parlamento nas eleições legislativas de 27 de Setembro por decisão da actual direcção nacional social-democrata -, Miguel Relvas defendeu que o PSD deve antes “olhar para a frente”. “O PSD tem que olhar para a frente com esta perspectiva: se quer mais do mesmo e olhar para uma lógica de passado ou se quer apostar numa nova geração de ideias, de propostas e de pessoas”, enfatizou.
“Enquanto não for capaz de apresentar um projecto de uma nova esperança a Portugal, de rostos novos, que não estejam cansados na vida política, vai ter dificuldade em ganhar eleições”, reforçou.
Miguel Relvas refutou ainda a capacidade atribuída a uma eventual candidatura de Marcelo para federar sensibilidades internas do partido - argumento usado quinta-feira pelas personalidades que declararam apoio ao antigo líder.
“O PSD quer união, não quer unicidade. Quem for eleito líder do PSD terá que com factos e não com palavras fazer isso. As mesmas pessoas que falam de unidade agora foram as mesmas que não praticaram a pluralidade, que assumiram o delito de opinião, não têm moral para falar”, ironizou.
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