PSD-Braga critica Deus Pinheiro por “não honrar compromissos” 
16.10.2009 - 14:04 Por Filomena Fontes
O líder do PSD-Braga, Virgílio Costa, considerou hoje “lamentável” a renúncia de João de Deus Pinheiro ao cargo de deputado, corresponsabilizando a direcção de Manuela Ferreira Leite por impor candidatos que depois “não honram” os seus compromissos.
“Não é a primeira vez que isto acontece e é natural que, depois, estas decisões tenham consequências nos resultados do partido no distrito”, critica Virgílio Costa, lembrando o caso de Luís Filipe Menezes que, nas legislativas de 2005, encabeçou a lista de deputados por Braga mas acabou por renunciar ao cargo para permanecer na presidência da Câmara de Gaia. Igualmente nas eleições de 1999, José Manuel Fernandes, então presidente da Câmara de Vila Verde, encabeçou a lista, mas não chegou a assumir o mandato de deputado na Assembleia da República, optando por continuar na autarquia.
Confessando-se “frustrado e decepcionado” com a desistência do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Virgílio Costa, revelou que foi apanhado de surpresa pela notícia, ontem, no Parlamento. “Soube por acaso, o que considero extremamente reprovável. Sendo eu o responsável pela distrital, seria no mínimo delicado que o dr. João Deus Pinheiro me tivesse informado”, censura, salvaguardando, no entanto, que se a saída se ficou a dever a razões de saúde (como foi, entretanto, justificada), “evidentemente que merece respeito e contenção nos comentários”.
Mesmo assim, Virgílio Costa, que não integrou as listas de Braga para estas legislativas, insiste nas críticas por entender que os sociais-democratas têm sido penalizados eleitoralmente devido a casos como este. Quando os candidatos são do distrito, os resultados eleitorais sobem em média quatro a cinco pontos percentuais, mas quando entramos nestas aventuras baixamos logo”, sustenta. Apesar de o distrito eleger mais um deputado, nas últimas legislativas perdeu um representante (30,8 por cento dos votos) , passando de sete para seis eleitos, enquanto o PS elegeu nove deputados (41,7 por cento). O CDS elegeu dois, o BE e a CDU um cada.

