PSD vai avançar com pedido de inquérito parlamentar sobre supervisão do BCP

21.02.2008 - 20:39 Por Lusa
O PSD vai avançar com um pedido de inquérito parlamentar sobre a supervisão bancária em Portugal e alegadas irregularidades no Banco Comercial Português (BCP), anunciou o deputado social-democrata Mário Patinha Antão.
Patinha Antão explicou que o PSD entende que esta questão deve ser tratada no âmbito da comissão de inquérito e não na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, considerando que o que podia ser feito nesta comissão "está esgotado".
Questionado pela Lusa sobre o pedido do ex-presidente do conselho de administração do BCP Paulo Teixeira Pinto em ser ouvido no Parlamento, Patinha Antão disse que o gestor sê-lo-á, mas no âmbito do inquérito parlamentar.
Teixeira Pinto manifestou hoje a sua disponibilidade e interesse em ser ouvido na Assembleia da República sobre a supervisão do sistema financeiro e as alegadas irregularidades no maior banco privado português.
O presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, Jorge Neto, confirmou esta informação no início da reunião de hoje para ouvir o também ex-presidente do BCP Filipe Pinhal sobre os mesmos assuntos.
Teixeira Pinto disse que tomou a decisão de contactar Jorge Neto e ainda o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, depois de o requerimento feito pelo PCP para que fosse ouvido, bem como o fundador e ex-presidente do BCP Jorge Jardim Gonçalves, ter sido chumbado, na terça-feira.
O PSD chumbou ontem as audições parlamentares dos antigos presidentes do BCP Jorge Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto, depois de ter pedido e conseguido a audição de Filipe Pinhal.
As audições de Jardim Gonçalves e Teixeira Pinto foram rejeitadas com os votos contra do PSD e a abstenção do PS.
As audições têm como temas a supervisão do sistema financeiro e por causa de alegadas irregularidades em operações bancárias feitas pelo BCP, nomeadamente quando dos aumentos de capital de 2000 e 2001, não detectadas pelos reguladores.
Anteriormente, sobre os mesmos temas, foram ouvidos o governador do Banco de Portugal, o presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e o ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, que presidia à autoridade do mercado de capitais na altura em que se registaram as alegadas irregularidades no BCP.

