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Passos avisa que aumentar impostos é "arrastar o país para o inferno"

PSD usa TGV para dramatizar Orçamento

05.10.2010 - 07:54 Por Nuno Simas

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Passos Coelho escolheu o "Herald Tribune" para falar aos mercados sobre a sua posiçõa face ao Orçamento Passos Coelho escolheu o "Herald Tribune" para falar aos mercados sobre a sua posiçõa face ao Orçamento (Foto: Daniel Rocha)
É um aviso e (mais) uma pressão sobre o Governo a pensar no Orçamento do Estado (OE) de 2011. O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, não perde oportunidade para recusar aumento dos impostos, como fez na entrevista ao International Herald Tribune ontem publicada. Mas há um novo obstáculo no caminho de uma eventual viabilização laranja: o TGV.

Um membro da direcção social-democrata admitiu ao PÚBLICO que a insistência de José Sócrates em manter, na situação difícil do país, o projecto do comboio de grande velocidade "pode pesar" na decisão do partido. E se pesar é para o "não", entenda-se. Porque na sede da São Caetano à Lapa, o mais benevolente que se admite para viabilizar o OE é, no limite, a abstenção. A exigência do PSD para Sócrates reconsiderar o aumento de impostos mantém-se em pleno. "Aumentar impostos e ter uma política de obras públicas megalómanas é inaceitável", acrescentou o mesmo dirigente.

Quatro dias depois das entrevistas do primeiro-ministro ao The New York Times e The Wall Street Journal, e a duas televisões portuguesas, também Passos falou a um jornal norte-americano e ao Diário Económico. "Podemos apoiar todas as opções que o Governo queira apresentar no combate à despesa, menos o aumento dos impostos", afirmou Passos ao Herald. Na entrevista, acusou igualmente Sócrates de ter deixado cair a promessa feita em Maio de não aumentar mais impostos.

Inferno segundo Passos

Esta tese na direcção de Pedro Passos retoma, na prática, a agenda da anterior presidente, Manuela Ferreira Leite, contra os "projectos megalómanos" de obras públicas e os alertas contra o endividamento do país. Esta estratégia tem o apoio de Paulo Rangel, adversário de Passos na corrida à liderança. "É incompreensível que o Governo prepare aumento de impostos e mantenha o TGV", afirmou o eurodeputado na semana passada.

Na entrevista ao Herald, Passos dramatiza - e muito - o aumento de impostos proposto pelo Governo para o OE, dizendo que aumentar mais a carga fiscal sobre os cidadãos é "arrastar o país para o inferno". Ainda mais depois de ter "falhado" o plano de austeridade acordado com o PSD no PECII.

Questionado sobre os efeitos de um "chumbo" do Orçamento, arrastando ainda mais o país para uma crise, Passos respondeu que "os mercados" reagirão com o mesmo nervosismo dentro de quatro ou cinco meses se o Governo "matar o crescimento e se, pelo contrário, não apresentar reformas estruturais do lado da despesa". O prazo para a entrega do Orçamento na Assembleia da República termina a 15 de Outubro.

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Comentário + votado

a fraude monumental do TGV !

a Europa acaba em barcelona ? TGV há de madrid a barcelona depois não ! e na ...

commodore

05.10.2010 11:23

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