O antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes defendeu sábado à noite um "acordo de regime" entre todos os partidos para a Educação, sublinhando que a política educativa precisa de estabilidade.
"Acho que é possível existir um acordo entre os principais partidos para a política de Educação, para as grandes linhas", preconizou Santana Lopes, no último jantar-conferência da Universidade de Verão do PSD, que termina domingo em Castelo de Vide.
Defendendo que "a política educativa precisa de estabilidade" em matérias como o modelo de avaliação, as regras de frequência e assiduidade, aos currículos, entre outros, o antigo líder social-democrata considerou que seria "um bom sinal haver esse acordo de regime".
Já em declarações aos jornalistas no final do jantar-conferência, o antigo líder social-democrata e candidato à Câmara de Lisboa, reconheceu a dificuldade da realização desse acordo de regime, mas insistiu na sua importância.
"O país precisa dessa estabilidade de política, como de pão para a boca, principalmente os formandos", reforçou, admitindo que a actual ministra da Educação tomou algumas medidas positivas, embora "num clima de muita crispação".
"Esta diferença tão grande, às vezes choque de concepções na política educativa, acho que não ajuda ao desenvolvimento de Portugal", insistiu, manifestando o desejo de que depois das eleições e quando os "ânimos serenarem" seja possível estabelecer um acordo nas grandes linhas.
Além da Educação, Santana Lopes apontou a Justiça como outra das áreas onde seria "muito importante" a existência de acordos de regime.
"Devia ser um grande esforço e que devia ser promovido ao mais alto nível do Estado um entendimento entre a generalidade dos partidos e, nomeadamente, entre os dois maiores partidos", reiterou, considerando que para a área da Saúde um qualquer acordo seria mais difícil, na medida em que é um sector que tem mais a ver com concepções ideológicas de cada partido, sendo as diferenças mais difíceis de esbater.


