PSD rejeita "continuar a trabalhar numa solução" para entrada de Menezes no Conselho Estado

30.10.2007 - 17:45 Por Lusa
O PSD rejeitou hoje "continuar a trabalhar numa solução" para permitir que o líder social-democrata, Luís Filipe Menezes, integrasse o Conselho de Estado, sublinhando que essa foi "uma pretensão que nunca foi reivindicada" pelo partido.
"Independentemente da dignidade do cargo rejeitamos a continuação de um debate que desvia a atenção do essencial: a afirmação em curso do PSD como real alternativa ao Partido Socialista", lê-se num comunicado do secretário-geral social-democrata, Ribau Esteves.
Desta forma, é ainda referido na nota, foi transmitido ao grupo parlamentar do PSD que este "está desobrigado de continuar a trabalhar numa solução para concretizar uma pretensão que nunca foi reivindicada pelo PSD, nem considerada essencial no actual quadro de combate democrático".
No comunicado, Ribau Esteves recorda também que "por iniciativa do PS" foram criadas condições para "ajustar a representação da Assembleia da República" no Conselho de Estado "à nova realidade política partidária social-democrata".
Apesar dos contactos entre os grupos parlamentares terem "perspectivado soluções para a concretização do objectivo em apreço, outras intervenções públicas transformaram um assunto banal numa querela despropositada e sem sentido", lê-se ainda na nota.
O comunicado do secretário-geral do PSD foi distribuído menos de meia hora depois do líder parlamentar do PS, Alberto Martins ter anunciado a disponibilidade dos socialistas para encontrar "uma solução legal" para permitir que Luís Filipe Menezes integrasse o Conselho de Estado, impondo como única "condição prévia" a renúncia de todos os suplentes da lista.
Após perder as eleições internas na liderança do PSD, a 28 de Setembro, para Luís Filipe Menezes, Marques Mendes renunciou ao cargo no Conselho de Estado, um órgão de consulta do Presidente da República.
A substituição no Conselho de Estado de Marques Mendes por Menezes foi defendida pela actual liderança dos sociais-democratas, que admitiu estarem "a ser trabalhadas soluções pelos deputados e juristas dos dois partidos" - PS e PSD.

