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PSD quer saber se suspensão do TGV exige indemnizações e apresenta programa eleitoral

20.06.2009 - 09:06 Por Nuno Simas

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Comboio de alta velocidade na gare de Lille, Flandres Comboio de alta velocidade na gare de Lille, Flandres (DR)
O PSD vai manter a pressão sobre o Governo por causa do TGV, mesmo depois de o primeiro-ministro ter admitido que não tomará qualquer decisão até às legislativas. A questão é ter uma resposta do Executivo sobre eventuais indemnizações se o projecto de alta velocidade for suspenso depois das eleições, como defende o partido liderado por Manuela Ferreira Leite.

"Precisamos de saber se, quanto a eventuais indemnizações e outros encargos financeiros, o quadro a considerar é o mesmo se a suspensão fosse hoje e se será o mesmo quando e se for tomada mais tarde" após as eleições, disse ao PÚBLICO o vice-presidente social-democrata José Pedro Aguiar-Branco.

O TGV e o adiamento da decisão foi um dos temas quentes do debate da moção de censura ao Governo, apresentada pelo CDS na quarta-feira. Em resposta a uma pergunta de Aguiar-Branco, o primeiro-ministro garantiu que o próximo governo terá "toda a liberdade" para decidir a adjudicação do projecto de alta velocidade.

Os sociais-democratas não ficaram convencidos nem com a "garantia" de Sócrates nem com a do ministro das Obras Públicas. Na véspera, Mário Lino já tinha dito que o Governo não iria acelerar o processo e admitiu que a decisão só fosse tomada dentro de meses, após as eleições.

Dado que não houve uma suspensão do projecto, mas sim um adiamento da decisão, o PSD pretende uma resposta sobre se há ou não direito a indemnizações ou outros encargos se a opção do próximo Executivo for suspender o TGV.

Programa em Julho

Com o tema TGV a "ameaçar" encher a agenda pré-eleitoral, o PSD vai entrar em fase de preparação do programa com que irá apresentar-se às legislativas, que deverá estar concluído até final de Julho.

Depois dos encontros do Fórum Portugal de Verdade, que começou em Fevereiro, chegou agora a fase de pôr propostas no papel. A partir da próxima semana, o PSD organiza uma série de encontros à porta fechada com grupos de 20 a 30 pessoas, incluindo especialistas em cada área, para sistematizar propostas nas mais variadas áreas da governação - saúde, emprego, segurança, segurança social, educação, ambiente, agricultura. O primeiro encontro, na terça-feira, em Lisboa, é dedicado às pequenas e médias empresas. Ao todo, serão dez os encontros, todos na capital. O ex-ministro do PS Daniel Bessa será um dos convidados desta segunda fase do Fórum Portugal de Verdade.

Na segunda-feira, o PSD reúne o seu conselho nacional para uma análise das europeias. O conselho é estatutariamente o órgão mais importante entre congressos e nele tem assento, por exemplo, Pedro Passos Coelho, ex-adversário de Ferreira Leite na corrida à liderança do partido. O PSD ganhou as eleições europeias com 31,7 por cento dos votos, mais cinco pontos percentuais do que o PS (26,6 por cento).

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PSD quer saber se suspensão do TGV exige indemnizações e apresenta programa eleitoral

E vem agora estes obreiros ditos Economistas, dizendo que é preciso mais impactos enfim, mais ...

Lobocastanho

21.06.2009 14:18

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