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Jornadas parlamentares encerraram em Espinho

PSD quer comissão no Parlamento para acompanhar o combate à corrupção

24.11.2009 - 14:22 Por Filomena Fontes

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Para Aguiar-Branco “a corrupção é um cancro que corrói a democracia e mina o Estado de direito” Para Aguiar-Branco “a corrupção é um cancro que corrói a democracia e mina o Estado de direito” (Daniel Rocha)
O PSD vai mesmo avançar com a proposta de criação de uma comissão eventual na Assembleia da República para acompanhar o combate à corrupção. A decisão foi anunciada hoje pelo líder da bancada social-democrata, José Pedro Aguiar-Branco, no encerramento das jornadas parlamentares, em Espinho.

“Não se trata, naturalmente de substituir ou de pressionar as acções judiciais em curso. Nem terá a missão de se substituir ao Conselho de Prevenção de Corrupção”, salvaguardou Aguiar-Branco. Antes, frisou, “responsablizar a Assembleia pelo acompanhamento político do fenómeno da corrupção com o objectivo de criara, harmonizar e reforçar as medidas que o visem combater”.

Com o processo Face Oculta a pairar sobre o país político e judicial, o líder parlamentar do PSD elegeu como tema central do seu discurso a crise de confiança. Na economia, com um cortejo de consequências cuja face mais dura é a do desemprego; no sistema judicial e na sua eficácia – “os portugueses olham com espanto para algum poder político que prefere ignorar as falhas do sistema. Preferem viver na suspeita porque a suspeita banalizou-se. E olham com espanto para o clima de impunidade que se instalou no país. Não poder ser!”, verberou.

Considerando que “a corrupção é um cancro que corrói a democracia e mina o Estado de direito”, Aguiar-Branco falou da especial responsabilidade que cabe aos políticos para aludir, de uma forma indirecta, à polémica das escutas que envolvem José Sócrates. Nunca se referiu concretamente ao caso, mas tudo estava lá. “Ninguém é obrigado a aceitar um cargo político. Quando aceitamos

um cargo político, aceitamos o escrutínio das nossas palavras. Das nossas conversas. Aceitamos porque somos moralmente obrigados a prestar contas a quem nos elegeu”, advertiu. Assim sendo, os políticos devem ter uma atitude exemplar. “Seja um presidente de junta ou um primeiro-ministro”, afirmou.

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Corrupção e Justiça

a corrupção em portugal tornou-se uma doença de tal modo grave que dificilmente tem ...

josé carlos

24.11.2009 18:05

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