O líder do PSD, Luís Marques Mendes, escusou-se hoje a comentar a candidatura do socialista Manuel Alegre à Presidência da República, mas assegurou que os sociais-democratas estão "serenos e tranquilos" em relação à "corrida" a Belém.
"Não me vou pronunciar sobre as eleições presidenciais, nem sobre candidaturas. Cada coisa a seu tempo", afirmou Marques Mendes, em declarações aos jornalistas em Oliveira de Azeméis, no final da apresentação dos candidatos do PSD à autarquia local.
Sublinhando que a prioridade do PSD, neste momento, são as eleições autárquicas de 9 de Outubro, Marques Mendes remeteu qualquer comentário sobre as presidenciais para depois dessa data.
"Depois das autárquicas trataremos das eleições presidenciais", referiu, acrescentando: "hoje, tal como ontem, o PSD está muito sereno, tranquilo e confiante".
Questionado sobre se a candidatura de Manuel Alegre, que eleva para quatro o número de candidatos saídos da esquerda para as eleições presidenciais de Janeiro de 2006, poderá beneficiar uma eventual candidatura de Aníbal Cavaco Silva, o líder social-democrata escusou-se igualmente a responder, afirmando que espera "pela decisão" do ex-primeiro-ministro.
O deputado e militante socialista Manuel Alegre, 69 anos, anunciou hoje a sua candidatura às eleições presidenciais em Portugal, que vão realizar-se em Janeiro de 2006.
"Conto estar aqui em Janeiro como candidato presidencial para derrotar Cavaco Silva", disse Manuel Alegre numa intervenção durante a apresentação dos candidatos do PS à Câmara Municipal de Águeda.
Com o anúncio da candidatura de Manuel Alegre eleva-se já a quatro o número de candidatos saídos da esquerda portuguesa: Mário Soares, ex-presidente da República e novamente candidato ao cargo apoiado pelo PS, Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP e Francisco Louça, dirigente do Bloco de Esquerda.
O ex-primeiro-ministro e líder do PSD Cavaco Silva, apontado em todas as sondagens como o principal candidato à vitória naquelas eleições, anunciará a sua decisão de se candidatar ou não às presidenciais depois das autárquicas do próximo dia 9 de Outubro.


