PSD: Marco António Costa diz que regresso de Santana Lopes é "indesejável"

24.04.2008 - 18:28 Por Lusa
O presidente da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, declarou hoje que não apoiará uma candidatura de Pedro Santana Lopes e considerou "indesejável que ele regresse neste momento à liderança do partido".
Em declarações no programa da RTP "Corredor do Poder" gravado hoje e que será emitido esta noite, Marco António Costa referiu: "Já disse com grande clareza que não iria apoiar o dr. Pedro Santana Lopes".
"Considero mesmo que será muito pouco agradável para amigos dele como eu, porque eu não rejeito nem enjeito os amigos, ter de tomar esta decisão, mas é uma decisão que irá ser tomada da minha parte", acrescentou.
Questionado sobre os motivos dessa decisão, Marco António Costa respondeu que na sua opinião "houve um tempo para [Pedro Santana Lopes] afirmar as suas ideias".
"Acho que está a ter um bom desempenho no Parlamento, mas considero indesejável que ele regresse neste momento à liderança do PSD. Sou amigo dele, é muito duro, mas é uma decisão de um amigo", reforçou.
"A minha opinião é que o PSD precisa de dar um passo adiante em termos geracionais mas também em termos de novos rostos", defendeu.
Interrogado pela apresentadora do programa, Sandra Sousa, se apoia a candidatura de Pedro Passos Coelho, Marco António Costa apenas reiterou que quer que o seu partido dê "um passo adiante" com "uma candidatura que seja um espaço de convergência neste ambiente extremado que se está a viver dentro do PSD".
Em declarações à agência Lusa, Marco António Costa quis deixar claro que não ele nem o PSD do Porto estão comprometidos "com qualquer candidatura" à liderança do partido.
A distrital social-democrata do Porto vai reunir-se no domingo às 18h00 horas para decidir a sua posição, adiantou.
"Ontem [quarta-feira] o dr. Alberto João Jardim manifestou a sua indisponibilidade para avançar com uma candidatura, colocando como condição prévia desse possível avanço que houvesse uma desistência das outras candidaturas e houvesse uma candidatura de unidade", disse.
"O quadro evolui e eu obviamente só no domingo é que tomarei uma decisão. O tempo é de observação e de reflexão. Não há nenhum compromisso nem nenhum tipo de apoio", sublinhou.

