O PSD considerou hoje um "passo positivo" a entrada em funcionamento do Consulado Virtual, mas avisou que a maioria dos actos consulares "não podem" ser tratados através da Internet.
"Mais de 80 por cento dos actos consulares vão continuar a exigir a presença física nos postos", disse à Lusa José Cesário, deputado do PSD eleito pela emigração, reagindo à entrada em funcionamento do Consulado Virtual, um sistema que disponibiliza aos emigrantes um conjunto de serviços através da Internet.
José Cesário afirmou também que o Consulado Virtual apenas permite tratar de algumas questões e fazer a marcação de atendimento nos consulados, ficando de fora a esmagadora maioria dos actos consulares, como os bilhetes de identidade, passaportes, procurações ou vistos.
"Isto [Consulado Virtual] não é o grande remédio para o problema de funcionamento dos consulados", considerou o deputado social-democrata, adiantando ainda que melhorar a actividade consular passa pela formação dos funcionários em Lisboa e localmente e por um relacionamento próximo com as instituições da comunidade, como as associações.
O Consulado Virtual, que entrou em funcionamento ontem, consiste num sistema que, via Internet, disponibiliza serviços e informações até agora apenas acessíveis directamente nos postos e secções consulares portuguesas no estrangeiro.


