O PSD defendeu hoje perante o Governo que as eleições autárquicas se realizem no mesmo dia das legislativas, em nome do “interesse superior do país”, para diminuir os custos dos actos eleitorais e a abstenção.
O Governo, a quem compete marcar as eleições autárquicas, recebeu hoje na Assembleia da República os partidos com assento parlamentar para ouvir as suas posições sobre a data daquele acto eleitoral.
O secretário-geral do PSD, Luís Marques Guedes, e o vice-presidente do PSD José Pedro Aguiar Branco estiveram reunidos durante cerca de 20 minutos com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, e com os secretários de Estado da Administração Local e da Administração Interna.
“O PSD defendeu que aquilo que seria útil era a simultaneidade das eleições autárquicas e eleições legislativas”, declarou José Pedro Aguiar Branco aos jornalistas, no final do encontro.
“O dia 11 de Outubro parece ser aquele que recolhe maior unanimidade”, referiu. “Mas, para nós, mais importante do que o dia em concreto seria que as eleições se realizassem ao mesmo tempo. Foi isso que transmitimos ao senhor ministro”, acrescentou.
O vice-presidente do PSD apontou a “contenção de custos” e o “atenuar dos riscos de abstenção que sempre existem” como vantagens da simultaneidade de eleições e defendeu ainda que esta permitiria “que a excessiva dinâmica de campanhas eleitorais fosse minimizada”.
Questionado se pensa ser viável uma decisão nesse sentido se apenas o PSD defender que as duas eleições se realizem no mesmo dia, Aguiar Branco respondeu que isso “depende do Governo e do senhor Presidente da República”.
“Acho que estão em condições, depois de ouvir os partidos, de fazer aquilo que no superior interesse do país é mais importante”, considerou.
Interrogado em concreto sobre a decisão a tomar pelo Presidente da República, a quem compete marcar as legislativas, respondeu: “O senhor Presidente da República tem sempre dado mostra de que na sua acção tem em conta aquilo que é o interesse superior do país, portanto, Confiamos que saberá avaliar aquilo que é o suprior interesse do país”.


