PSD frisa importância de mensagem de Cavaco face a estagnação que "já dura há oito anos"

02.01.2009 - 09:11
O vice-presidente do PSD, António Borges, considerou hoje a mensagem de Ano Novo do Presidente da República "particularmente importante" face à crise económica que se vive em Portugal, que se traduz numa "estagnação que já dura há oito anos".
"É uma mensagem particularmente importante no momento presente, face às desigualdades económicas que se registam em Portugal, que estão a criar e a agravar situações de profunda injustiça na sociedade portuguesa e que resultam da política económica que tem vindo a ser seguida e que se traduz por uma estagnação que já dura há oito anos", disse António Borges em declarações à agência Lusa.
Admitindo que a crise económica que Portugal atravessa foi "agravada" pela crise financeira internacional, o vice-presidente do PSD responsabilizou a política económica dos últimos governos pela situação vivida em Portugal sem especificar a que governos se devem atribuir responsabilidades.
Para António Borges, a mensagem do Presidente da República "relembra o carácter urgente de uma redefinição da utilização dos dinheiros públicos, com particular atenção para os grandes projectos em relação aos quais não há nenhuma confiança em relação ao custo-benefício".
Instado pela Lusa a especificar a que grandes projectos se referia, António Borges escusou-se a particularizar, alegando tratar-se de "todos".
"É o conjunto dos grandes projectos que se torna totalmente despropositado numa situação de crise como a que Portugal atravessa", disse, sublinhando ainda que a crise impõe "ausência de conflitualidade entre as várias instâncias políticas".
Subscrevendo declarações do Presidente da República, António Borges apelou a que não haja "conflitualidade entre instâncias políticas", considerando que esta "tem vindo a crescer de forma completamente inútil nos últimos tempos".
"Se a conflitualidade nunca se justifica, não é nesta altura [de crise] que se deve apostar numa conflitualidade crescente entre instâncias políticas", sustentou.
Classificando a mensagem do Chefe de Estado como "de verdade e certeira para o momento actual", o vice-presidente dos sociais-democratas considerou "lamentável" que se persista no "erro" do endividamento externo de Portugal.
Defendeu ainda que a crise é "ultrapassável" desde que se aposte na "inovação, tecnologia, utilização rigorosa dos dinheiros públicos e num discurso de verdade".

