O PSD exigiu hoje a demissão do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, justificando o pedido com o aumento da criminalidade e com a ausência de esclarecimentos sobre o aumento do crime violento em Portugal.
"O PSD recusa pactuar com a tentativa enganosa do primeiro-ministro em transmitir aos portugueses uma ideia de normalidade em matéria de segurança e exige a substituição do Ministro da Administração Interna, bem como o esclarecimento das medidas que irão ser postas em prática de forma a ultrapassar o aumento da criminalidade violenta", afirmou a comissão permanente do partido, em comunicado.
No comunicado, a direcção social-democrata criticou o primeiro-ministro, José Sócrates, por "até ao momento" não ter dito "uma palavra para tranquilizar os portugueses ou para apoiar as forças de segurança".
"Incompreensivelmente, o primeiro-ministro, José Sócrates, regressou de férias há uma semana, mas permanece ausente quanto às dificuldades do presente", considerou o PSD.
Para a direcção social-democrata, José Sócrates "ignora os problemas que verdadeiramente estão a preocupar os portugueses, nomeadamente numa questão como a segurança, que é da inteira responsabilidade do Governo".
A comissão permanente do PSD reiterou que irá discutir a questão da segurança na reabertura dos trabalhos parlamentares, em Setembro.
Na passada terça-feira, o vice-presidente do PSD José Pedro Aguiar Branco já tinha criticado o primeiro-ministro, José Sócrates, pelo "incompreensível silêncio" sobre os fenómenos de violência grave em Portugal.
O assalto, com sequestro de reféns, a uma dependência bancária em Lisboa e um assalto em Loures do qual resultou a morte de um rapaz de 12 anos atingido a tiro por um militar da GNR, e notícias sobre um relatório confidencial da Inspecção-Geral da Administração Interna com "conclusões preocupantes" foram alguns dos casos apontados pelo deputado.


