O debate na especialidade da lei do Governo do reforço das medidas de austeridade foi arrastado por cerca de duas horas para permitir uma negociação de última hora entre o executivo e o principal partido da oposição. O PÚBLICO sabe que as conversas foram entre a direcção laranja, partidária e parlamentar, e o Ministério das Finanças.
As negociações começaram ainda ao fim do dia de terça-feira e prolongaram-se pela manhã, enquanto decorria a reunião da Comissão de Orçamento e Finanças. Dois deputados do PSD, Miguel Frasquilho e Duarte Pacheco, usaram uma sala contígua à da comissão para efectuar contactos, tanto telefónicos como com assessores do Governo no Parlamento.
O PSD, segundo fontes da bancada, conseguiu que, nos limites da contratação de funcionários pelas autarquias, fosse abandonada o que os sociais-democratas defendem ser a tutela do Governo, permitindo maior autonomia às câmaras.
Outras alterações, nomeadamente no endividamento das autarquias, não foram aceites pelo Governo.
A votação das medidas complementares de austeridade, negociadas entre o Governo e o PSD há menos de um mês, está prevista para hoje à tarde, após o debate do pacote de medidas anti-crise apresentado pelo PCP.
Notícia alterada às 16h38


