PSD e CDS-PP rejeitaram nesta terça-feira a ida à comissão parlamentar de Educação do ministro da Educação e Ciência e outros responsáveis governamentais para falar sobre a bolsa de colocação de professores.
Os partidos da maioria chumbaram dois requerimentos nesse sentido do Bloco de Esquerda e PCP, que queriam explicações sobre alegadas irregularidades na bolsa que impediram as escolas de publicitar horários anuais como tal, transformando-os em temporários, fazendo com que professores graduados que só se candidataram a horários anuais ficassem desempregados.
PSD e CDS-PP argumentaram que como na quinta-feira vai haver um debate de urgência com o Governo pedido pelo PCP, todas as dúvidas poderão ser esclarecidas no plenário.
Na fundamentação do requerimento para a audição do secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, o deputado comunista Miguel Tiago afirmou que João Casanova de Almeida fez uma “distorção objectiva e deliberada da verdade ao tentar responsabilizar as escolas” pelo lançamento de horários anuais como temporários.
Odete João, do PS, indicou que a plataforma electrónica da Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação “não permitia definir a data de termo dos contratos”, assumindo-os automaticamente como sendo contratos mensais e considerou que “alguém alterou um sistema que funcionava bem”, defendendo que o ministro Nuno Crato deve explicações aos deputados.
Ana Drago, do Bloco de Esquerda, defendeu a necessidade de ouvir o director geral sobre o modo como “a plataforma deixou pôr horários anuais, depois não deixou e agora parece que deixa outra vez”, lembrando o “drama e desespero pessoal” de professores que se candidataram à segunda bolsa de colocação e não arranjaram emprego.


