PSD confirma Santana Lopes como candidato à Câmara de Lisboa 
16.12.2008 - 20:00 Por Romana Borja-Santos
A comissão política do PSD, que esteve reunida desde as 17h00 de hoje na sede nacional do partido, em Lisboa, confirmou o nome de Pedro Santana Lopes como candidato social-democrata à Câmara Municipal de Lisboa. Castro Almeida, vice-presidente do partido, considerou que esta “é uma escolha totalmente pacífica e muito entusiasmante”.
Em conferência de imprensa, o coordenador autárquico do PSD informou que já estão escolhidos mais de dois terços dos candidatos às autárquicas mas explicou que hoje anunciariam apenas dois nomes: Lisboa e Braga – capitais de distrito onde os social-democratas não lideram e que o partido considera primordiais, além de outras sete que por agora não serão reveladas. Ricardo Rio, presidente da comissão política concelhia do PSD de Braga, será o candidato “laranja” à autarquia.
De acordo com Castro Almeida os nomes hoje anunciados “traduzem bem a importância o PSD atribui” aos lugares. O social-democrata garantiu, ainda, que o nome de Santana Lopes foi “uma escolha que teve origem nas estruturas concelhias de Lisboa e foi aprovada pela comissão política nistrital”, pela comissão coordenadora para as eleições autárquicas e pela “comissão polícia nacional por proposta da sua presidente”, Manuela Ferreira Leite. E acrescentou: “O actual presidente da câmara de Lisboa não tem perfil para o cargo”.
Recorde-se que em Maio deste ano, em entrevista à revista “Sábado”, Ferreira Leite assegurou que se nas eleições de 2005 se o ex-primeiro-ministro tivesse ido a votos não o escolheria: “Quando fui votar no boletim de voto não estava lá o nome do Pedro Santana Lopes (...) Se lá estivesse o nome de Santana Lopes não votava. Só que no boletim estava PSD. E eu sempre votei PSD”.
São membros efectivos da comissão política nacional do PSD, além da presidente, Manuela Ferreira Leite, o secretário-geral do partido, Marques Guedes, os vice-presidentes Rui Rio, Paulo Mota Pinto, José Pedro Aguiar Branco, António Borges, Manuel Castro Almeida e Sofia Galvão e ainda sete vogais.
O vice-presidente congratulou-se ainda com a possibilidade de Santana Lopes poder vir a ter a “oportunidade de retomar o mandato que interrompeu” e informou que o PSD considerará “incompatível” a candidatura à presidência de uma autarquia com a candidatura ao lugar de deputado.
A comissão política distrital de Lisboa tinha já aprovado há dois meses uma proposta nesse sentido, no dia 14 de Outubro, e de acordo com os estatutos do partido cabia agora à comissão política nacional homologá-la ou não. O presidente da comissão política distrital de Lisboa, Carlos Carreiras, disse na altura que a candidatura de Santana Lopes só foi a votos na estrutura distrital porque tinha a aceitação da presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, o que nunca veio a ser confirmado publicamente.
A reunião de hoje foi convocada ontem internamente sem indicação de agenda, um sinal de que a aprovação de um pacote de candidaturas às eleições autárquicas seria um dos temas em cima da mesa. De acordo com alguns dirigentes social-democratas, a atenção mediática dedicada à eventual candidatura de Pedro Santana Lopes à Câmara Municipal de Lisboa e as notícias sobre a data da sua aprovação justificam a omissão da agenda do encontro.
A seguir, também na sede do partido, terá início às 21h30 horas uma reunião do Conselho Nacional do PSD para discutir o orçamento do partido para 2009 e a situação política do país.
Já foi deputado, eurodeputado, secretário de Estado, presidente de câmara, primeiro-ministro e até dirigente desportivo. Várias vezes derrotado dos congressos social-democratas, Pedro Santana Lopes nunca escondeu a sua ambição: ser primeiro-ministro (que conseguiu durante oito meses entre Julho de 2004 e Março de 2005) ou mesmo Presidente da República. Até agora só realizou o primeiro sonho e, segundo garantiu em entrevista ao PÚBLICO no início de Novembro, onde admitiu ser candidato à autarquia lisboeta, pretende cumprir, se ganhar, dois mandatos na câmara, que agora está nas mãos do socialista António Costa.
Notícia actualizada às 20h30
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