O PSD classificou hoje a mensagem de Natal do primeiro-ministro como "propaganda" por atribuir ao Governo a baixa da taxa de juros na habitação. Paulo Rangel, líder da bancada do maior partido da oposição, lamentou ainda a ausência de uma palavra sobre a crise na Educação.
"A mensagem é essencialmente uma mensagem de propaganda. Chega ao extremo de considerar que a baixa das taxas de juro, que depende apenas do Banco Central Europeu (BCE) e não depende de maneira nenhuma da posição de Portugal, se deve ao Governo português", disse Paulo Rangel à Lusa. Trata-se, na sua opinião, de "um artifício, de uma ilusão, que é um bom símbolo do que foi a mensagem do primeiro-ministro".
O deputado apontou também uma "lacuna que não pode passar em claro" no discurso do chefe de Governo relacionada com a Educação. "Num momento de pausa escolar em que estão criadas as condições de estabilidade para repor o bom funcionamento das escolas, o senhor primeiro-ministro não teve uma palavra para a Educação", referiu.
Na opinião do líder da bancada social-democrata, depois da crise económica, a crise na Educação é a "situação que, neste momento, mais aflige os portugueses". "O primeiro-ministro mostrou uma total insensibilidade à situação de intranquilidade à grave crise que se vive nas escolas", sublinhou.
Paulo Rangel disse que continuam por tomar medidas "mais benéficas para os portugueses no contexto da crise económica". Sugeriu a redução da taxa social única para todas as empresas em um por cento para fomentar o emprego e a baixa do custo das empresas. Propôs também o pagamento do IVA, com o recibo e não com a factura, para as Pequenas e Médias Empresas (PME) e a extinção do pagamento especial por conta.
Na sua mensagem de Natal, proferida domingo, o primeiro-ministro garantiu que o Governo usará todos os recursos ao seu alcance para auxiliar empresas, trabalhadores e famílias em 2009, um ano que se adivinha "difícil e exigente”, numa intervenção dedicada à crise internacional.


