PSD aponta “sinais positivos” apesar da “situação dramática” do país

22.02.2012 - 17:45 Por Lusa

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O PSD destacou nesta quarta-feira os “sinais positivos” que começam a surgir, apesar da situação “dramática” que Portugal enfrenta, mas a oposição recusou o tom “triunfalista” e acusou os sociais-democratas de viverem num “mundo de fantasia”.

Numa declaração política no plenário da Assembleia da República, o deputado do PSD Miguel Frasquilho destacou algumas notícias positivas que o país conheceu nos últimos dias, nomeadamente os primeiros dados da execução orçamental para 2012, relativos a Janeiro.

Pois, disse o deputado social-democrata, embora a receita tenha evoluído abaixo do previsto, na evolução da despesa as notícias “dificilmente poderiam ser mais animadoras”.

“Ninguém pode assegurar que o sucesso está garantido. Os riscos que enfrentamos são muito grandes e são bem conhecidos”, reconheceu Miguel Frasquilho, insistindo que apesar da situação que Portugal enfrenta ser “dramática” os dados orçamentais agora conhecidos confirmam que o “esforço titânico” que os portugueses estão a fazer não será em vão.

Na resposta a esta intervenção, a oposição foi unânime em condenar o “tom triunfalista” dos sociais-democratas, com o deputado socialista Pedro Marques a recordar “a travagem abrupta” da economia, o disparo nos números do desemprego e o agravamento da recessão nos últimos meses de 2011.

Pelo PCP, o deputado Honório Novo deixou igualmente críticas ao “lançar de foguetes” do PSD, contrariando a ideia que os dados da execução orçamental de Janeiro são positivos.

Ao contrário, assinalou, poderão ser a “antecâmara” de novas medidas de austeridade e um sinal de que a execução orçamental prevista pelo Governo poderá estar comprometida.

“O PSD vive num mundo de fantasia”, corroborou o deputado do BE Pedro Filipe Soares, avisando que “quem semeia ventos colhe tempestades”.

Na resposta às críticas, o deputado do PSD Miguel Frasquilho acusou os socialistas de quererem passar a ideia de que os problemas que o país enfrenta apenas surgiram há oito meses e rejeitou a crítica do secretário-geral do PS de que o primeiro-ministro “chega tarde a conclusões demasiado óbvias”.

“Os portugueses estão a pagar um preço demasiado elevado mas é porque o engenheiro Sócrates foi demasiado tarde para Paris”, replicou Miguel Frasquilho.

O deputado do PSD reiterou ainda a necessidade de Portugal cumprir os compromissos a que se comprometeu com a ‘troika’, lembrando que o prazo que hoje vigora é o que foi negociado pelo anterior Governo socialista liderado por José Sócrates.

Contudo, reiterou, o importante não é saber se “vai haver mais tempo ou se vai haver um segundo envelope financeiro depois deste”, pois “isso a seu tempo se verá”.

“Temos de nos concentrar naquilo que é essencial: honrar a palavra”, repetiu o deputado social-democrata, considerando que “o caminho do incumprimento seria um verdadeiro apocalipse”.


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