Assembleia da República

PSD acusa Governo de plano anti-crise ser rectificação ao Orçamento

18.12.2008 - 19:22 Por Lusa

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Adão e Silva diz que o primeiro-ministro ignora o impacto económico das medidas que ele próprio anuncia Adão e Silva diz que o primeiro-ministro ignora o impacto económico das medidas que ele próprio anuncia (Daniel Rocha (arquivo))
O PSD acusou hoje o Governo de ter já elaborado um Orçamento Rectificativo para 2009 com a apresentação do plano "Investimento e Emprego" e o primeiro-ministro de ignorar o impacto económico das medidas que ele próprio anuncia. As críticas ao Governo socialista foram feitas em plenário da Assembleia da República pelo deputado social-democrata Adão e Silva.

"Duas semanas depois de ter sido aprovado o Orçamento do Estado para 2009, o Governo já teve de fazer um Orçamento Rectificativo para entrar em vigor dentro de poucas semanas", disse, comentando que Portugal está perante um caso que "é obra". "Estamos perante uma situação ridícula que deveria fazer corar de vergonha o primeiro-ministro. O Governo esteve cego em relação às dificuldades das empresas e das famílias", acusou ainda.

De acordo com o deputado do PSD, o Governo errou também quando "ignorou as medidas propostas" pelo seu partido para combate à crise, sendo "arrogante e autista". "A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, bem avisou que Portugal estava a entrar num estado de emergência social. Agora, temos um primeiro-ministro que ignora qual o impacto que terão as suas medidas", afirmou, numa referência às dúvidas sobre o impacto do plano do Governo em relação à taxa de desemprego em 2009.

No final do debate quinzenal, ontem, o primeiro-ministro disse que as estimativas do Governo para 2009 constarão da apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento de Portugal, que será entregue em Bruxelas em Janeiro. Na resposta a Adão e Silva, a deputada socialista Maria José Gamboa respondeu que as medidas sociais a adoptar pelo Governo poderiam ter hoje mais ampla dimensão "se não fosse o enorme défice deixado pelo executivo PSD/CDS-PP em 2005".

Jorge Machado, do PCP, demarcou-se da intervenção do ex-secretário de Estado social-democrata e considerou que PSD e PS partilham a responsabilidade "pela obsessão do défice e pelas políticas de baixos salários". Da parte do CDS-PP, Pedro Mota Soares considerou que o PS "já está em défice", recordando a propósito "a promessa do primeiro-ministro de criar 150 mil postos de trabalho". Pedro Mota Soares acusou ainda o Governo de revelar "enorme insensibilidade social" face aos efeitos da actual crise económica.

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Bem

Um Orçamento rectificativo pressupõe novas previsões. Ora se o Sócas nem sabe que efeito este plano ...

19.12.2008 10:38